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Economia

Empreendedorismo contra a pobreza: BATN Foundation entrega aves, ração e medicamentos a 200 mulheres em Jigawa, na Nigéria

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-23

Em mais uma ação de capacitação produtiva, a BATN Foundation distribuiu lotes de aves, ração e medicamentos para 200 mulheres no estado de Jigawa, norte da Nigéria. A iniciativa foca na autonomia financeira feminina e no fortalecimento de cadeias produtivas locais, sem depender de subsídios estatais permanentes.

Enquanto governos ao redor do mundo, incluindo o brasileiro, insistem em programas de transferência de renda que geram dependência, uma fundação ligada à British American Tobacco mostra que o caminho para tirar famílias da pobreza é o empreendedorismo e o acesso a meios de produção. A BATN Foundation, braço filantrópico da BAT no continente africano, concluiu nesta semana a distribuição de kits avícolas para 200 mulheres no estado de Jigawa, na Nigéria.

Cada beneficiária recebeu um lote de aves de corte e postura, ração balanceada para as primeiras semanas e um pacote básico de medicamentos veterinários. O objetivo é claro: gerar renda imediata e criar um ciclo sustentável de produção e venda de ovos e carne de frango. A ação foi registrada em publicação nas redes sociais da fundação, que destacou o treinamento prévio das participantes em manejo sanitário e gestão de pequenos negócios.

A Nigéria enfrenta uma crise de insegurança alimentar agravada pela inflação e pela desvalorização da naira. Segundo dados do Banco Mundial, cerca de 40% da população vive abaixo da linha da pobreza internacional. Nesse cenário, a iniciativa da BATN Foundation não é assistencialismo: é investimento em capital humano e meios de produção.

Por que isso importa? Porque o modelo contrasta frontalmente com a lógica estatizante que predomina na América Latina. Enquanto no Brasil o governo Lula expande o Bolsa Família para 21 milhões de famílias sem contrapartidas produtivas, a BATN Foundation exige que as mulheres passem por treinamento e se comprometam com a atividade. O resultado é previsível: autonomia, não dependência.

Análise FORTIS: A esquerda nigeriana e organismos internacionais como a ONU frequentemente pedem mais gasto público e subsídios para combater a fome. No entanto, os dados mostram que o estado nigeriano é um dos mais corruptos e ineficientes do mundo — o Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional coloca a Nigéria na 145ª posição entre 180 países. Injetar dinheiro público nessa máquina significa alimentar o rent-seeking, não o desenvolvimento.

A BATN Foundation, por outro lado, opera com lógica privada: recursos limitados, metas claras e foco em resultados. Cada frango entregue é um ativo gerador de renda, não um consumo que acaba em um dia. As 200 mulheres de Jigawa não são “beneficiárias” no sentido pejorativo do termo; são empreendedoras rurais que receberam capital inicial e conhecimento.

Contraponto necessário: é preciso questionar a escala. 200 mulheres é uma gota no oceano de pobreza do norte da Nigéria. Críticos podem argumentar que ações filantrópicas privadas jamais substituirão políticas públicas robustas. A verdade factual, no entanto, é que políticas públicas robustas na Nigéria historicamente fracassaram — os programas de subsídio agrícola do governo federal foram marcados por desvios e ineficiência, como documentado em relatórios do Fundo Monetário Internacional.

A BATN Foundation também enfrenta críticas por sua origem ligada à indústria do tabaco. Organizações de saúde pública apontam contradição: uma entidade financiada pela venda de cigarros promover saúde e desenvolvimento. O fato é que, independentemente da fonte de recursos, o resultado concreto para aquelas 200 mulheres é mensurável e positivo. O debate moral sobre o tabaco não anula o fato de que famílias que antes não tinham renda agora têm um pequeno negócio.

O que o Brasil pode aprender com Jigawa? Que o caminho não é aumentar o tamanho do Estado, mas sim remover barreiras para que o setor privado e a filantropia possam agir. Cada galinha entregue pela BATN Foundation é um voto de confiança no empreendedorismo feminino e na capacidade das pessoas de se sustentarem sozinhas — desde que tenham acesso a ferramentas, não a esmolas.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.