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Economia

Agricultura como motor de empregos e riqueza no Akwa Ibom: comissário aposta no livre mercado

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-25

O Comissário de Agricultura e Desenvolvimento Rural do estado de Akwa Ibom, na Nigéria, declarou que o setor agrícola se tornou a principal ferramenta para geração de empregos e criação de riqueza local. A afirmação reforça a tendência de países africanos que, sem o peso do Estado, buscam no agronegócio uma saída sustentável para o desenvolvimento.

Em declaração à imprensa local nesta semana, o Comissário de Agricultura e Desenvolvimento Rural do estado de Akwa Ibom, na Nigéria, afirmou que o setor agrícola deixou de ser apenas uma atividade de subsistência para se consolidar como motor de empregos e criação de riqueza. Segundo a autoridade, políticas de incentivo à produção, acesso a crédito rural e abertura de canais de comercialização têm transformado a agricultura em um negócio rentável para milhares de famílias no estado.

Akwa Ibom, um dos estados mais ricos em petróleo da Nigéria, vem enfrentando queda na arrecadação com a volatilidade dos preços do barril e a transição energética global. O governo local, de orientação mais pragmática, decidiu diversificar a economia apostando no potencial agrícola. A declaração do comissário reflete essa estratégia: “A agricultura é agora a ferramenta número um para empregos e riqueza neste estado”, disse, sem detalhar metas numéricas, mas citando programas de distribuição de insumos e capacitação de jovens.

O contexto nigeriano é relevante. Com mais de 200 milhões de habitantes, o país possui vasta área agricultável, mas ainda importa bilhões de dólares em alimentos. A ineficiência estatal, a corrupção em programas de subsídios e a falta de segurança no campo sempre foram entraves. No entanto, estados como Akwa Ibom têm tentado atrair investimento privado e reduzir a burocracia para o registro de terras. O comissário destacou parcerias com cooperativas e empresas de processamento de mandioca, óleo de palma e cacau.

**Por que isso importa** A experiência de Akwa Ibom pode servir de exemplo para outras regiões da África e até da América Latina. Enquanto governos estatizantes insistem em controlar preços e distribuir subsídios ineficientes, a abordagem de deixar o agricultor produzir e vender com menos amarras mostra resultados. Dados do Banco Mundial indicam que, na última década, estados nigerianos que liberalizaram o mercado agrícola tiveram aumento de produtividade superior a 30% em culturas como arroz e milho.

Para o Brasil, que também enfrenta desafios de infraestrutura e crédito, a lição é clara: o Estado deve se limitar a garantir segurança jurídica, investir em estradas e armazéns, e depois sair da frente. O setor privado, com sua capacidade de inovação e gestão, é quem gera os empregos de verdade.

**Análise FORTIS** Na visão do FORTIS NEWS, a declaração do comissário de Akwa Ibom alinha-se aos princípios de livre mercado e Estado mínimo. Ao reconhecer que a agricultura é uma ferramenta de geração de riqueza, e não um setor a ser tutorado por políticas assistencialistas, o governo local sinaliza maturidade econômica. A aposta em cadeias produtivas com demanda global — como óleo de palma e cacau — demonstra pragmatismo.

Porém, é preciso cautela. Ainda que o discurso seja promissor, a implementação enfrenta obstáculos típicos de economias emergentes: burocracia fundiária, ausência de títulos de propriedade claros e resistência de sindicatos que lucram com subsídios. Se o governo realmente reduzir a máquina estatal e abrir espaço para o empreendedorismo, os resultados podem ser transformadores. Caso contrário, será apenas mais uma promessa.

**Contraponto** Críticos apontam que a liberalização do setor agrícola, sem uma rede de proteção social, pode aprofundar desigualdades. Pequenos agricultores, sem acesso a crédito e tecnologia, podem ser engolidos por grandes empresas. Além disso, a ausência de regulação ambiental pode levar ao desmatamento predatório em áreas de floresta. O governo de Akwa Ibom responde que programas de assistência técnica e linhas de crédito específicas para pequenos produtores estão sendo ampliados.

No entanto, o FORTIS entende que a melhor política social é o emprego gerado pelo mercado. Protecionismos e subsídios distorcem os preços e criam dependência. A experiência de países como Gana e Costa do Marfim, que liberalizaram o setor de cacau, mostra que, com regras claras e enforcement de contratos, os pequenos produtores se beneficiam da competitividade.

**1. Como a agricultura pode gerar empregos em larga escala na Nigéria?** A agricultura é intensiva em mão de obra, especialmente em culturas como mandioca, arroz e hortaliças. Com acesso a crédito, sementes melhoradas e canais de comercialização, cada hectare cultivado pode empregar de 3 a 5 pessoas. Em Akwa Ibom, a meta é atrair agroindústrias processadoras, que multiplicam os postos de trabalho formais.

**2. Qual o papel do governo nesse processo?** O governo deve atuar como facilitador: garantir segurança jurídica (direito de propriedade), investir em infraestrutura básica (estradas, energia, armazenagem) e reduzir a burocracia para abertura de empresas. Subsídios diretos ou controle de preços, como historicamente feito na Nigéria, tendem a gerar ineficiência e corrupção. O livre mercado, com competição, é o caminho mais eficaz para a prosperidade agrária.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.