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Opiniao

Quando a onda gigante se aproxima: a lição de Presley Gerber para o mundo liberal

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-22

O modelo e empresário Presley Gerber compartilhou uma reflexão sobre enfrentar o momento em que uma grande onda está prestes a te engolfar. A metáfora, que pode ser aplicada à economia e à vida, ganha contornos de resiliência e liberdade individual.

Presley Gerber, filho da supermodelo Cindy Crawford e do empresário Rande Gerber, usou suas redes sociais para registrar uma imagem poderosa: "Quando quell'onda enorme sta per travolgerti" — "Quando aquela onda enorme está prestes a te engolfar". A frase, em italiano, ecoa a experiência de quem já surfou ou simplesmente observou o mar se levantar antes de quebrar. Mas a metáfora transcende o oceano e toca diretamente o momento de incerteza que o mundo ocidental atravessa.

Gerber, que construiu carreira própria como modelo e investidor, não é um ativista político. Sua declaração, contudo, chegou em um contexto de inflação persistente, juros altos e um Estado que cresce a cada crise. É a imagem perfeita para descrever a sensação de muitos cidadãos produtivos: a onda das regulamentações, dos impostos e das intervenções estatais se aproxima, e não há barreira que resista.

O que Presley Gerber nos lembra é que a onda é inevitável. Crises existem — sejam elas econômicas, sanitárias ou geopolíticas. A questão não é tentar impedi-las por decreto, mas sim se preparar para surfá-las. Essa é a essência do liberalismo: o indivíduo como protagonista do próprio destino, armado com educação, poupança e liberdade de escolha. O coletivismo, por outro lado, tenta aplainar o mar com muros artificiais, que só aumentam o impacto quando a água finalmente chega.

Por que isso importa agora? Porque vivemos uma era em que governos respondem a toda adversidade com mais gasto público, mais controle e mais dívida. A pandemia foi o auge dessa lógica, mas seus efeitos perduram. A onda da inflação, alimentada pela emissão monetária, já está sobre nós. Quem se preparou, diversificando investimentos e mantendo habilidades relevantes, tende a atravessar melhor. Quem depositou a fé na promessa estatal de proteção total, vê agora a areia movediça de um sistema que promete segurança, mas entrega escravidão fiscal.

A análise FORTIS é direta: a frase de Gerber é um chamado à responsabilidade pessoal. Em um mundo de incertezas, o liberal entende que ninguém virá salvá-lo — e isso é libertador. O mercado, com seus preços livres e competição, é o melhor mecanismo de adaptação já criado. Ele não impede ondas, mas oferece instrumentos de navegação: inovação, empreendedorismo e contratos voluntários. O Estado, quando inchado, não é um colete salva-vidas; é um peso que arrasta para o fundo.

Contraponto: há quem veja na metáfora da onda um convite ao conformismo ou à aceitação passiva de crises que poderiam ser evitadas com planejamento central. Para essa visão, a resposta a um tsunami deve ser um sistema de diques coletivos — no caso, políticas públicas robustas, subsídios e proteção social universal. O problema é que esses diques são construídos com o dinheiro de quem está tentando nadar. Cada promessa de segurança coletiva vem com um custo individual crescente, minando exatamente a capacidade de reação que a metáfora exige.

Presley Gerber não propõe uma solução política, mas sua imagem é um espelho. O liberalismo não promete um mar calmo; promete liberdade para escolher a própria prancha. E, quando a onda chega, a diferença entre aqueles que se prepararam e aqueles que esperaram o Estado agir é a diferença entre viver e sobreviver. O Brasil, com seu histórico de intervencionismo e instabilidade, é um laboratório perfeito dessa lição. Quem não aprendeu ainda, talvez precise ouvir a frase de Gerber mais de uma vez.

A onda não vai perguntar se você está pronto. Ela virá. A pergunta é: você estará de pé ou será arrastado pela força de uma maré que o governo insiste em chamar de "proteção"? O modelo e empresário, com uma frase curta em italiano, tocou em um ponto que economistas liberais repetem há décadas: a resiliência é individual, não coletiva. E ela começa muito antes de a água tocar seus pés.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.