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Economia

Wushu garante três medalhas de bronze para a Indonésia em dia de superação e disciplina

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-23

A seleção indonésia de wushu conquistou três medalhas de bronze em competição internacional, reafirmando a força do esporte no país e o retorno de investimentos bem direcionados.

A Indonésia voltou a subir ao pódio no wushu, esporte que combina arte marcial, disciplina e alto rendimento. Em disputa realizada no dia 22 de setembro, os atletas indonésios garantiram três medalhas de bronze, resultado que reforça a posição do país como potência emergente na modalidade. As conquistas vieram após semanas de preparação intensa e demonstram que, quando há planejamento e gestão eficiente de recursos, o esporte entrega resultados concretos.

Os nomes dos medalhistas foram divulgados em publicação oficial da federação local de wushu, que destacou a evolução técnica da equipe. Em declaração à imprensa esportiva, o treinador principal afirmou que o bronze é fruto de um trabalho contínuo iniciado há anos, com ênfase na base e no acompanhamento individualizado de cada atleta. Não há mágica — há método, repetição e renúncia.

O resultado é ainda mais relevante quando se considera o contexto econômico global. Enquanto muitos países cortam investimentos no esporte de alto rendimento, a Indonésia conseguiu manter programas estruturados, com foco em eficiência e em resultados mensuráveis. Essa é uma lição que o Brasil insiste em ignorar: o problema nunca é falta de dinheiro, mas sim a má gestão do dinheiro público.

No Brasil, o wushu e outras modalidades olímpicas dependem, em grande parte, de patrocínio estatal via leis de incentivo, que muitas vezes beneficiam projetos mal planejados. Enquanto isso, a Indonésia demonstra que é possível obter desempenho internacional sem inchaço burocrático e sem transformar o esporte em cabide de emprego para indicações políticas.

Por que isso importa? Porque o esporte de alto rendimento é um espelho da gestão pública. Quando o Estado gasta mal, tributa demais e entrega pouco, os primeiros atingidos são os atletas, que dependem de infraestrutura, tecnologia e apoio médico adequado. A conquista indonésia é um caso concreto de que a prioridade deve ser o resultado, não a narrativa.

A análise FORTIS é direta: os países que avançam no esporte são aqueles que tratam o investimento como ferramenta de desenvolvimento, não como instrumento de cooptação política. A Indonésia, com suas limitações, mostra que é possível competir de igual para igual com nações mais ricas quando há seriedade na gestão.

É claro que há contrapontos. Críticos podem argumentar que o wushu não é um esporte com grande apelo comercial, e que as medalhas de bronze têm peso menor do que os ouros. Mas essa visão ignora o efeito multiplicador de uma conquista internacional: inspira novas gerações, atrai patrocinadores privados e fortalece a identidade nacional. Além disso, as medalhas de bronze são o resultado de um trabalho que coloca a Indonésia entre as dez melhores seleções do mundo na modalidade.

Outro ponto é que o desempenho indonésio deve ser comemorado sem ufanismo. O país ainda enfrenta desafios enormes, como a desigualdade social e a dependência de commodities. No entanto, no campo específico do wushu, os números mostram evolução consistente, com aumento no número de praticantes e melhora nos índices técnicos.

No caso brasileiro, a lição é clara: enquanto o poder público continuar tratando o esporte como gasto e não como investimento, o país seguirá colecionando participações discretas em competições internacionais. Não falta talento, falta gestão.

A conquista das três medalhas de bronze para a Indonésia deve servir de exemplo para formuladores de políticas públicas no Brasil. O caminho não passa por aumentar impostos para financiar estruturas faraônicas, mas sim por reduzir a burocracia, simplificar regras e permitir que o setor privado tenha maior participação no fomento esportivo.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.