A Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia (BMKG) divulgou nesta sexta-feira a previsão do tempo para o sábado, 26 de setembro de 2026. Segundo o órgão oficial, a área de Jacarta terá céu parcialmente nublado pela manhã, com potencial de chuva leve a moderada no período da tarde, especialmente nas regiões sul e leste da capital. Os dados são oficiais, técnicos e não deixam margem para interpretações políticas — algo raro em um país onde o discurso climático frequentemente substitui a ciência por ativismo.
A previsão detalhada indica que Jacarta Central, Ocidental e Setentrional devem permanecer com nebulosidade variável ao longo do dia, com temperaturas entre 23 e 34 graus Celsius. Já as áreas de Jacarta Meridional e Oriental têm maior probabilidade de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas no fim da tarde. O BMKG também emitiu alerta para ventos moderados e umidade relativa do ar entre 60% e 95%. Nada disso surpreende: em uma capital com uma das piores drenagens urbanas do mundo, qualquer precipitação se transforma em caos — e a culpa não é do clima, mas de décadas de má gestão estatal.
Por que isso importa? Porque a previsão do tempo, embora pareça uma pauta menor, expõe a inversão de prioridades do poder público. Enquanto prefeitos e governadores gastam fortunas em eventos climáticos patrocinados por ONGs e em promessas de 'transição energética justa', as ruas de Jacarta permanecem alagadas com apenas alguns centímetros de chuva. O cidadão comum não precisa de discurso de cúpula da ONU; precisa de asfalto de qualidade, canalização eficiente e um Estado que não trate o contribuinte como caixa eletrônico. O livre mercado, com incentivos corretos, resolveria o problema de drenagem com engenharia, competição e responsabilidade fiscal — mas isso não interessa à velha política.
A análise FORTIS é direta: o BMKG cumpre seu papel ao emitir boletins meteorológicos precisos. O problema está no que vem depois do alerta. Quando o governo sabe que há risco de chuva forte, por que as manutenções de bueiros e canais não são feitas preventivamente? A resposta é desconfortável para o establishment: falta dinheiro público porque ele é drenado por impostos excessivos e desviado em obras superfaturadas. Enquanto isso, a população que mais sofre com alagamentos é justamente a mais pobre, que não tem para onde correr. Esse é o verdadeiro custo da máquina estatal ineficiente — e nenhuma cartilha de sustentabilidade paga essa conta.
É claro que há quem argumente que mudanças climáticas exigem ação coordenada do governo. De fato, eventos extremos estão mais frequentes, e a ciência deve ser respeitada. Mas é preciso separar o joio do trigo: a resposta a um problema real não pode ser mais tributo, mais burocracia e mais poder estatal. A solução passa por liberdade econômica, investimento privado em infraestrutura e desburocratização da máquina pública. Empresas privadas, com contratos de performance e responsabilidade civil, teriam muito mais incentivo para manter o sistema de drenagem funcionando do que uma autarquia pública que nunca responde por seus erros. Não é opinião; é fato histórico.
O contraponto: defensores do intervencionismo dirão que a previsão do tempo é apenas uma informação e que o governo não pode ser culpado por fenômenos naturais. Parcialmente correto. O problema não é a chuva em si, mas a ausência de preparo. Se o Estado é mínimo para o cidadão que precisa de serviço público de qualidade, ele é máximo na hora de cobrar impostos. A conta não fecha. O BMKG, ao menos, faz a sua parte: informa com antecedência e precisão. O resto do Estado deveria seguir o exemplo — entregar resultados, não desculpas.
Em suma, a previsão para o sábado em Jacarta é de céu parcialmente nublado pela manhã e chuva à tarde. Vista de longe, parece uma notícia banal. Vista de perto, é um retrato de como o Brasil e a Indonésia — países tropicais com enorme potencial — são reféns de um Estado que gasta mal, tributa demais e entrega pouco. A liberdade econômica é o único caminho para transformar essa realidade, mas enquanto isso, leve o guarda-chuva. A culpa da enchente não é da chuva; é daqueles que prometem soluções e só entregam impostos.
Por Renan Filho · 2026-09-26