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Agenda de Jogos: Duas Modalidades com Potencial de Medalha para a Indonésia nos Jogos Para-Asiáticos de 2026

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-26

O calendário oficial dos Jogos Para-Asiáticos de 2026, divulgado pelo comitê organizador, aponta duas modalidades em que atletas indonésios têm reais chances de pódio. A expectativa de medalhas, no entanto, levanta questões sobre o custo do investimento público no esporte paralímpico e a eficiência do modelo atual.

A menos de um mês do início dos Jogos Para-Asiáticos de 2026, em Nagoya, o Comitê Organizador oficializou o cronograma de competições. Para a delegação indonésia, duas modalidades concentram as maiores esperanças de medalha: o badminton paralímpico e a natação paralímpica. Em publicação nas redes sociais, o Comitê Paralímpico Nacional da Indonésia (NPC Indonesia) confirmou que os atletas dessas duas categorias treinam em regime intensivo desde o início do ano.

O badminton paralímpico, que estreou nos Jogos Para-Asiáticos de 2018, é historicamente forte para a Indonésia. O país conquistou quatro ouros e duas pratas na edição de 2022 em Hangzhou. Desta vez, a programação coloca as finais de simples e duplas mistas nos dias 25 e 26 de setembro, respectivamente. Já na natação, os indonésios têm boas chances nas provas de 100 metros livre (classe S9) e 200 metros medley (SM8), com eliminatórias no dia 24 e finais no dia 25.

O calendário completo está disponível no site oficial dos Jogos Para-Asiáticos 2026, que também detalha os locais de competição. O custo total estimado do evento é de 1,2 bilhão de ienes (cerca de 40 milhões de reais), financiado majoritariamente pelo governo japonês e por patrocinadores privados. Para a Indonésia, a participação é bancada pelo orçamento do Ministério da Juventude e Esportes, que destinou 250 bilhões de rúpias (aproximadamente 85 milhões de reais) para o ciclo paralímpico 2022-2026.

Por que isso importa? Medalhas em competições internacionais geram orgulho nacional e podem impulsionar a visibilidade do esporte adaptado no país. No entanto, o investimento público precisa ser avaliado com lupa. O dinheiro do contribuinte indonésio é escasso e mal aplicado em diversas áreas, como saúde e infraestrutura. Cada medalha conquistada custa, em média, 21 bilhões de rúpias (7 milhões de reais) aos cofres públicos, segundo cálculos do Tribunal de Contas da Indonésia (BPK) em relatório de 2024.

Análise FORTIS: O modelo atual de financiamento esportivo na Indonésia depende excessivamente do Estado. Enquanto atletas de badminton e natação recebem bolsas e subsídios, o setor privado participa de forma tímida. Países como os Estados Unidos e o Reino Unido mostram que parcerias com empresas, fundações e universidades podem reduzir a carga tributária e aumentar a eficiência. A Indonésia poderia adotar incentivos fiscais para patrocínios diretos a atletas paralímpicos, em vez de concentrar recursos em burocracias estatais.

Contraponto: Críticos argumentam que o esporte paralímpico ainda carece de visibilidade e que sem o aporte estatal muitos atletas simplesmente não competiriam. Dados da NPC Indonesia mostram que 70% dos atletas paralímpicos vêm de famílias de baixa renda e dependem das bolsas para treinar. A solução, porém, não precisa ser mais Estado, mas sim um ambiente regulatório que atraia capital privado para o esporte, como já ocorre no badminton convencional, onde patrocinadores como a Telkomsel e a Bank Mandiri investem pesado.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.