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A seleção francesa de rúgbi feminino (XV de France Féminin) sofreu sua terceira derrota consecutiva na turnê pela Nova Zelândia ao ser superada pelas anfitriãs por 28 a 12 na madrugada deste sábado (horário de Brasília), no Eden Park, em Auckland. O resultado amplia a crise de resultados das Bleues, que não vencem desde o início da série de três partidas contra as atuais campeãs mundiais.
**Contexto**
A turnê de três jogos foi planejada como preparação para a próxima Copa do Mundo de Rúgbi Feminino, que será disputada na Inglaterra em 2027. A Nova Zelândia, tetracampeã mundial (1998, 2002, 2006, 2010), é considerada a principal potência da modalidade e impôs seu ritmo físico desde o primeiro confronto.
No primeiro teste, realizado em Christchurch, as francesas perderam por 24 a 12. No segundo, em Wellington, o placar foi de 31 a 19 para as neozelandesas. O terceiro e último jogo, em Auckland, terminou com o placar mais elástico da série: 28 a 12.
A equipe francesa, comandada pelo técnico David Ortiz, apresentou um desempenho irregular ao longo dos três confrontos. No ataque, as Bleues marcaram apenas dois tries em cada partida, enquanto a defesa sofreu uma média de quase 28 pontos por jogo. A falta de consistência no scrum e nas touchlines foi apontada como um dos principais problemas pela comissão técnica.
A Nova Zelândia, por sua vez, utilizou a série para testar novas jogadoras e variar formações. A treinadora neozelandesa, que não foi identificada em comunicados oficiais, destacou a evolução da equipe ao longo dos três jogos, especialmente na transição defesa-ataque.
**Análise**
A sequência de derrotas acende um alerta para o XV de France Féminin a menos de dois anos da Copa do Mundo. Embora a turnê tenha caráter preparatório, o desempenho abaixo do esperado levanta questões sobre a capacidade da equipe de competir em alto nível contra as principais seleções do mundo.
Especialistas em rúgbi feminino apontam que a França precisa urgentemente melhorar a intensidade física e a tomada de decisão sob pressão. Nos três jogos, as Bleues cometeram erros não forçados em momentos críticos, especialmente no terceiro quarto de cada partida, quando o placar ainda estava equilibrado.
Outro ponto de atenção é a dependência de jogadoras experientes, como a capitã Gaëlle Hermet e a abertura Caroline Drouin. Quando essas atletas foram substituídas ou tiveram desempenho abaixo da média, a equipe perdeu referência em campo. A renovação do elenco, embora necessária, ainda não encontrou o equilíbrio ideal entre juventude e experiência.
A Nova Zelândia, por outro lado, confirmou seu favoritismo e mostrou que continua sendo a referência mundial. A equipe neozelandesa não perde uma série em casa desde 2017 e mantém uma invencibilidade de 12 jogos contra a França.
**Fontes**
As informações foram obtidas através do site oficial da World Rugby (world.rugby), do perfil oficial da Federação Francesa de Rúgbi (FFR) no X (antigo Twitter) e de reportagens do jornal L'Équipe, que acompanhou a turnê in loco. Dados estatísticos foram extraídos do relatório pós-jogo da World Rugby.
Por Renan Filho · 2026-10-31