A sede da ONU em Nova York transformou-se, mais uma vez, em palco de um teatro de impotência. Enquanto os mísseis iranianos ameaçam a estabilidade do Golfo e as bombas russas continuam a devastar cidades ucranianas, a assembleia geral discute resoluções que, na prática, não mudam nada. O multilateralismo, outrora vendido como a solução para os males do mundo, revela-se um labirinto burocrático onde a urgência dos fatos se perde em discursos vazios.
A guerra na Ucrânia entrou em seu terceiro ano sem perspectiva de trégua, e o Irã, cada vez mais ousado, testa os limites da comunidade internacional com seu programa nuclear e ataques a embarcações no Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos, divididos entre a necessidade de conter Teerã e o desgaste de uma política externa errática, tentam equilibrar-se no fio da navalha. Enquanto isso, a ONU, paralisada por vetos e interesses cruzados, limita-se a emitir notas de pesar e recomendações que ninguém cumpre.
O que se vê é uma instituição que, em vez de promover a paz, torna-se refém das mesmas potências que deveria fiscalizar. A Rússia, com seu assento permanente no Conselho de Segurança, bloqueia qualquer ação efetiva contra Moscou, enquanto o Irã, com o apoio velado de China e Rúmbnia, sabota as negociações. Para os liberais, o problema não é a falta de acordos, mas o excesso de intervencionismo estatal que financia guerras e sufoca a livre iniciativa, única força capaz de gerar prosperidade e, por consequência, estabilidade.
A crise atual é um espelho da falência do modelo estatista, que concentra poder nas mãos de burocratas não eleitos e ignora as forças de mercado que deveriam reger as relações internacionais. Enquanto a ONU gasta bilhões em programas inúteis, os cidadãos comuns pagam a conta de uma paz armada que nunca chega. É preciso que os governos ocidentais, em especial os europeus, despertem para a necessidade de uma aliança baseada em valores de liberdade, e não em acordos de bastidores.
A França, por sua vez, tenta se posicionar como mediadora, mas sua política externa, muitas vezes contraditória, reflete a ambiguidade de quem quer agradar a todos e acaba perdendo a credibilidade. O presidente francês, em declaração à imprensa, defendeu uma solução diplomática, mas sem apresentar propostas concretas que saiam do papel. A verdade é que, sem liderança firme e princípios claros, qualquer negociação está fadada ao fracasso.
Enquanto isso, o cenário no terreno se agrava. No Irã, a população sofre com as sanções que o Ocidente impõe ao regime, mas que, na prática, apenas fortalecem os setores mais radicais. Na Ucrânia, a destruição é total, e a reconstrução, quando vier, exigirá um ambiente de negócios livre e seguro, não a corrupção estatal que assola o país. A resposta para esses desafios não está em mais Estado, mas em mais liberdade econômica, na proteção à propriedade privada e no respeito aos contratos.
A ONU, se quiser ser relevante, precisa abandonar a lógica da cartilha intervencionista e abraçar os princípios do liberalismo. Isso significa defender o comércio livre, a livre circulação de pessoas e capitais, e, acima de tudo, respeitar a soberania das nações sem interferir em seus assuntos internos. Só assim será possível construir uma ordem mundial mais justa e pacífica.
Fatos são fatos: enquanto o mundo se deleita em discursos vazios, os conflitos se multiplicam e as instituições multilaterais perdem a credibilidade. A hora é de coragem, não de acomodação. Os líderes ocidentais precisam entender que a paz não se impõe com palavras, mas com ações firmes e coerentes, baseadas em interesses estratégicos e valores comuns.
A crise do multilateralismo é, acima de tudo, uma crise de liderança. Os Estados Unidos, a União Europeia e os demais atores relevantes precisam assumir suas responsabilidades e agir de forma decisiva, sem se esconder atrás de organismos que já nasceram mortos. O mundo espera respostas, e elas não virão de Nova York, mas da coragem de cada nação em defender seus princípios.
Nesse cenário, a liberdade econômica surge como a única saída viável. Países que adotam políticas de livre mercado, como Cingapura e Suíça, prosperam mesmo em tempos de crise, enquanto aqueles que insistem no intervencionismo estatal afundam na mediocridade. É preciso que os governos ocidentais, em vez de financiar guerras e burocracias, invistam em educação, inovação e infraestrutura, criando as condições para que a paz e a prosperidade floresçam naturalmente.
Por fim, é preciso lembrar que a ONU não é um fim em si mesma, mas um meio para alcançar a paz. Se não cumprir esse papel, que seja reformada ou, quem sabe, substituída por instituições mais ágeis e eficientes. O mundo não pode esperar mais. Enquanto isso, a população segue refém de um sistema que prioriza os interesses de poucos em detrimento do bem-estar de muitos.
A história cobrará caro dos líderes que preferem a inação ao ato de coragem. Que os próximos capítulos dessa crise não sejam escritos com sangue e lágrimas, mas com a esperança de um futuro mais livre e próspero para todos.
**1. Por que a ONU não consegue resolver os conflitos atuais?**
A ONU, em sua essência, é refém do poder de veto de seus membros permanentes, que priorizam interesses geopolíticos em detrimento do bem comum. Além disso, a instituição sofre com uma burocracia ineficiente e a falta de vontade política para impor sanções efetivas. Enquanto não houver uma reforma estrutural que limite o poder de veto e promova a transparência, a ONU continuará sendo um palco de discursos sem ação.
**2. Qual é a alternativa liberal para lidar com crises como a do Irã e da Ucrânia?**
A alternativa liberal passa pelo fortalecimento de alianças estratégicas baseadas em valores comuns, como a OTAN, e pelo uso de sanções econômicas inteligentes que atinjam os líderes, e não o povo. Além disso, é fundamental promover a independência energética dos países ocidentais, reduzindo a dependência de regimes hostis, e incentivar o comércio livre como ferramenta de interconexão e prosperidade. A paz duradoura só será alcançada com a difusão da liberdade econômica e política, não com a manutenção de um status quo que beneficia apenas as elites globalistas.
Por Renan Filho · 2026-09-22