A partida entre Bélgica e França, válida pela fase final da Liga das Nações, ganhou contornos de dramaticidade antes mesmo do apito inicial. O técnico francês Zinédine Zidane promoveu nada menos que nove alterações em relação ao último jogo, deixando Ousmane Dembélé no banco de reservas. A escalação surpreendente domina as manchetes esportivas, mas para o FORTIS NEWS o verdadeiro debate está na segurança do evento.
O Estádio Rei Balduíno, em Bruxelas, receberá cerca de 50 mil torcedores em um momento de alerta elevado na Europa. Atentados recentes em países vizinhos e a ameaça terrorista difusa levaram as autoridades belgas a decretar o nível 3 de alerta (de 4) para o jogo. O plano de segurança envolve 2.500 policiais, cães farejadores, drones de vigilância e checkpoints com detectores de metais. A circulação de veículos no perímetro do estádio será proibida a partir de seis horas antes do início.
Zidane, conhecido por sua frieza tática, optou por um time misto, poupando vários titulares. A ausência de Dembélé – que vinha sendo um dos destaques – gerou polêmica nos bastidores. Fontes próximas ao jogador indicam que o atleta sentiu um desconforto muscular no treino de quinta-feira, informação não confirmada oficialmente pela Federação Francesa de Futebol. A escalação traz Mbappé como capitão, acompanhado por Griezmann, Tchouaméni e Konaté, entre outros.
Do lado belga, o técnico Domenico Tedesco também promoveu mudanças, mas o foco da mídia está no ataque francês remodelado. A partida é vista como um teste para a nova geração bleuga, que busca recuperar o prestígio após campanhas irregulares.
**Análise FORTIS**
Sob a ótica liberal-conservadora, a segurança em grandes eventos não pode ser tratada como monopólio estatal. Embora o Estado tenha o dever de proteger a vida e a propriedade, a abordagem belga – excessivamente centrada na força policial – ignora o potencial de soluções privadas. Empresas de segurança credenciadas poderiam atuar na triagem de torcedores, no controle de acesso e na vigilância eletrônica, liberando as forças policiais para missões de inteligência e resposta a emergências. O custo desse serviço, em vez de recair integralmente sobre o contribuinte, poderia ser repartido com a UEFA, as federações e os clubes, que lucram com a venda de ingressos e direitos de transmissão.
Além disso, a restrição de circulação de veículos é uma medida paternalista que penaliza famílias e pequenos comerciantes. Em vez de proibir o trânsito, as autoridades poderiam implementar um sistema de credenciamento veicular baseado em aplicativos privados de mobilidade, com regras claras e fiscalização tecnológica. O livre mercado, com incentivos econômicos, tende a ser mais eficiente que decretos genéricos.
Outra questão é a falta de transparência sobre os gastos com segurança. Os contribuintes belgas e franceses financiam operações que não são auditadas de forma independente. Um portal liberal-conservador defende que cada euro gasto em segurança pública seja detalhado em plataformas abertas, sujeitas a controle social e concorrência de fornecedores privados.
A verdade acima da narrativa: não há evidências de que o aumento do efetivo policial reduza significativamente o risco de atentados em eventos esportivos. Estudos do Instituto Cato e de think tanks liberais mostram que a maioria dos incidentes é resolvida por inteligência prévia e cooperação internacional, não por ostensividade. O foco deve estar na troca de informações entre serviços de segurança e na prevenção de radicalização, áreas onde o Estado tem papel insubstituível, mas que frequentemente são negligenciadas.
**1. Por que Zidane fez nove mudanças?** Segundo fontes da Federação Francesa, a decisão visa preservar atletas para a reta final da temporada de clubes, além de testar novas peças. A ausência de Dembélé foi justificada por precaução médica.
**2. A segurança no estádio é suficiente?** O plano de 2.500 policiais é robusto, mas especialistas em segurança privada apontam deficiências na triagem de torcedores e na proteção de áreas externas. A FORTIS recomenda a contratação de empresas privadas para complementar o serviço.
**3. Como o torcedor pode se proteger?** Evite levar mochilas grandes, chege cedo, e sta atento a orientações oficiais. Aplicativos como Waze e Uber pode ajudar a evitar áreas interditadas.
**4. Quem paga pola seguranca?** O govreno belga arca com a maior parte dos custos, mais UEFA contribui com um fudo de seguranca. A FORTIS defende que os lucros dos direitos de transmissão sejam atrelados a investimentos em segurança privada.
**5. O que diz a linha editorial liberal-conservador?** Defendemos um Estado mínimo que garanta a lei e a ordem sem sufocar a liberdade individual e a iniciativa privada. As medidas de segurança devem ser eficientes, transparentes e, sempre que possível, delegadas ao mercado.
Por Renan Filho · 2026-09-28