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Economia

Descalça e Vitoriosa: Mãe que Correu para Comprar Material Escolar Mostra o Poder da Iniciativa Individual

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-19

Maria da Silva, 34 anos, venceu uma corrida de rua descalça e usou o prêmio para comprar cadernos e lápis da filha. Sua história viralizou – e expõe o fracasso das políticas públicas e a força do livre mercado.

Ela não esperou pelo governo. Não fez fila em programa social. Não pediu doação. Maria da Silva, moradora da periferia de Lima, calçou os pés no asfalto quente e venceu uma corrida de 10 km descalça. O prêmio? 2.500 soles – o suficiente para comprar o material escolar da filha de 8 anos. Em dois dias, o vídeo dela cruzando a linha de chegada com os pés sangrando já tinha 12 milhões de views.

A corrida era promovida por uma loja de artigos esportivos. Maria não tinha tênis – o único par estava furado. Decidiu correr sem nada. Chegou em primeiro lugar entre as mulheres, com 42 minutos. A organização, impressionada, dobrou o prêmio. Ela usou o dinheiro para comprar mochila, cadernos, lápis, borracha e um uniforme novo. O restante investiu em uma máquina de costura para começar um pequeno negócio.

Por que isso importa? Porque em toda a América Latina, milhões de mães enfrentam o mesmo drama: o início do ano letivo e a lista de materiais que o Estado promete, mas não entrega. No Peru, o programa “Qali Warma” fornece alimentação, mas material escolar nunca chega a tempo. No Brasil, o “Programa Dinheiro Direto na Escola” mal cobre papel higiênico. Maria não esperou – ela agiu.

A FORTIS analisa: essa história é um manifesto contra a cultura do assistencialismo. Maria usou o único capital que tinha – seu esforço físico – e o transformou em recurso. O livre mercado recompensou sua coragem: a loja de artigos esportivos ganhou publicidade orgânica, e ela, o dinheiro. Nenhum burocrata precisou aprovar nada. Nenhum imposto adicional foi cobrado. A troca foi voluntária, eficiente e emocionante.

Há quem critique: “Ela poderia ter se machucado” ou “O governo deveria dar os materiais”. São argumentos de quem acredita que o Estado é a solução para tudo. Ora, se o governo fornecesse material escolar de qualidade, Maria não precisaria correr. Mas os fatos mostram que, onde o Estado chega tarde ou mal, a iniciativa individual é o único salva-vidas. Não é ideal, é real. E é melhor esperar sentada por um auxílio que nunca vem?

O contraponto: alguns dizem que a viralização é um sintoma da desigualdade. De fato, é um sintoma. A desigualdade existe. Mas a resposta não é aumentar o orçamento público para comprar tênis para todos – isso criaria mais dependência. A resposta é remover os entraves que impedem pessoas como Maria de prosperar: burocracia para abrir um negócio, impostos sobre o consumo, leis trabalhistas rígidas. Ela já mostrou que, com liberdade, se vira.

No fim, Maria da Silva virou símbolo. Recebeu ofertas de patrocínio de marcas esportivas. Abriu uma conta no Instagram que já tem 300 mil seguidores. Agora, planeja organizar uma corrida beneficente para arrecadar material escolar para outras crianças. Mais uma vez, a solução não veio de Brasília ou de Lima, veio de uma mãe descalça que resolveu não esperar.

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**1. E se ela tivesse se machucado gravemente durante a corrida?**

Correr descalço em asfalto é arriscado, mas Maria tomou a decisão consciente de assumir esse risco em troca de uma recompensa. Em uma sociedade livre, os indivíduos avaliam riscos e benefícios. Se ela tivesse se machucado, provavelmente recorreria ao sistema público de saúde – que é custeado por todos. Mas o fato de ela ter vencido e evitado lesões não invalida o princípio: ninguém a obrigou a correr. Ela escolheu. A alternativa – esperar o governo – também teria riscos: a filha ficar sem material e perder o ano letivo.

**2. O governo não deveria fornecer material escolar gratuitamente para todos?**

Em tese, a educação pública já inclui material. Na prática, raramente funciona. Os governos latino-americanos gastam bilhões em programas ineficientes, com corrupção e distribuição atrasada. A história de Maria mostra que, quando o Estado falha, a iniciativa privada (a loja de esportes, os patrocinadores) e o esforço individual podem preencher a lacuna mais rápido e com menos desperdício. O ideal seria um sistema de vouchers ou crédito educativo que desse poder de compra às famílias, em vez de burocratas comprando em licitações superfaturadas. Mas enquanto isso não acontece, histórias como a de Maria são a melhor prova de que o livre mercado – e a coragem – ainda funcionam.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.