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Exclusiva BBC: Irmão de Diana afirma que Carlos III estava 'eufórico' com a morte da princesa – e sustenta acusações

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-19

Em entrevista exclusiva à BBC, o conde Charles Spencer reafirma que o então príncipe Carlos recebeu a notícia da morte de Diana com alívio e euforia. A declaração reacende o debate sobre a monarquia britânica, a liberdade de expressão e o direito de questionar figuras públicas.

O irmão mais novo da princesa Diana, Charles Spencer, voltou a causar polêmica ao defender, em entrevista exclusiva à BBC, suas afirmações de que o rei Carlos III estava "eufórico" após a morte da ex-cunhada. Em tom direto e sem rodeios, Spencer afirmou: "Estou dizendo a verdade. Minha irmã merece justiça, e o público merece saber o que aconteceu naquela noite".

A declaração foi dada no contexto do lançamento de seu novo livro de memórias, no qual ele revisita os bastidores da Família Real Britânica. Segundo Spencer, o então príncipe de Gales teria demonstrado "uma energia estranha, quase alegre" ao ser informado do acidente fatal em Paris, em 1997. "Foi um comportamento que nunca esqueci", disse.

A entrevista gerou reações imediatas tanto no Reino Unido quanto no exterior. Enquanto tabloides britânicos classificaram as acusações de "sensacionalistas", setores da imprensa independente destacam a coragem de Spencer em desafiar a narrativa oficial. Para a FORTIS NEWS, o caso é um exemplo clássico de como a liberdade de expressão enfrenta barreiras quando o alvo é uma instituição secular e poderosa.

Por que isso importa? Primeiro, porque coloca em xeque a imagem pública de Carlos III, que assumiu o trono em 2022 após décadas de preparação. Segundo, porque expõe a dificuldade de se obter transparência sobre eventos que envolvem a realeza. Em um sistema monárquico, a prestação de contas é limitada; a palavra de um membro da família, mesmo que afastado, pode ser a única via para questionar versões oficiais.

Na análise da FORTIS, o liberalismo clássico defende que nenhum indivíduo ou instituição está acima do escrutínio público. A monarquia, por sua própria natureza hereditária e não eletiva, deve ser ainda mais suscetível a críticas. No entanto, o mesmo liberalismo exige que as acusações sejam baseadas em fatos, não em especulações. A afirmação de Spencer, embora contundente, carece de provas materiais além de seu testemunho pessoal.

O contraponto vem de historiadores e monarquistas. Eles argumentam que a memória de Spencer pode estar distorcida pelo luto e pelo rancor acumulado contra a Casa Real. Além disso, apontam que o próprio Charles Spencer nunca apresentou gravações ou documentos que corroborassem sua versão. "Testemunhos oculares são importantes, mas não são evidências jurídicas", afirmou à imprensa o analista político britânico James Harding.

Em um mercado livre de ideias, a disputa entre narrativas é saudável. O que não se pode admitir é a censura prévia ou o estrangulamento de vozes dissonantes. O caso de Charles Spencer contra Carlos III é um teste de fogo para a liberdade de imprensa e para a maturidade democrática de uma nação que ainda mantém uma monarquia.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.