O governo Trump anunciou nesta sexta-feira, 19 de setembro de 2026, a conclusão do acordo histórico para a aquisição da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que o negócio representa "a maior vitória geopolítica desde a compra do Alasca" e que "o Ártico agora é território americano de fato e de direito". O valor total da transação, mantido sob sigilo por cláusulas contratuais, é estimado por analistas independentes em cerca de US$ 1,6 trilhão, incluindo pagamentos diretos à Dinamarca e investimentos em infraestrutura local.
O acordo, costurado em negociações sigilosas ao longo de 14 meses, concede aos Estados Unidos soberania plena sobre a ilha, com exceção de uma zona de livre comércio de 50 km ao redor da base aérea de Thule, que permanecerá sob administração conjunta. Segundo o secretário de Estado Marco Rubio, em declaração à imprensa, "a Groenlândia é a chave para o futuro energético do Ocidente. Estamos falando de reservas de urânio, petróleo e terras raras que podem abastecer a indústria americana por gerações". A Dinamarca, por sua vez, receberá um fundo de compensação de US$ 200 bilhões e garantias de segurança militar.
O Ártico, até então um tabuleiro de xadrez congelado entre EUA, Rússia, Canadá e Noruega, agora tem um xerife claro. A Groenlândia, com sua posição estratégica entre o Atlântico Norte e o Oceano Ártico, controla a Passagem do Noroeste — rota que, com o degelo, se torna viável para navegação comercial durante metade do ano. Em 2025, a Rússia já havia aumentado sua presença militar no Ártico em 40%, com novas bases na costa siberiana e exercícios navais perto do Alasca. Agora, Moscou perdeu a corrida.
**Por que isso importa?** O controle do Ártico não é apenas uma questão de soberania territorial, mas de poder econômico e logístico. Estima-se que a região abrigue 13% do petróleo não descoberto do mundo e 30% do gás natural, além de depósitos massivos de minerais críticos como lítio, cobalto e grafeno. A China, que se autodenominava "Estado quase Ártico" e investiu bilhões em infraestrutura na Groenlândia, viu seus projetos congelados. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores chinês classificou o acordo como "violação da ordem internacional" e prometeu "medidas recíprocas".
**Análise FORTIS:** Este acordo é um exemplo clássico de como a livre negociação entre nações soberanas — e não burocracias internacionais — resolve disputas estratégicas. Enquanto a ONU debatia há décadas a divisão da plataforma continental do Ártico, Trump simplesmente comprou o território. A Dinamarca, um país pequeno e com economia estagnada, trocou um ativo de baixa produtividade por capital fresco para investir em infraestrutura e bem-estar social. Os groenlandeses, que votaram em referendo com 72% de aprovação, ganham acesso ao mercado americano e proteção militar. É o livre mercado funcionando em sua forma mais pura: todos os lados saem ganhando, exceto os rivais geopolíticos que dependiam de favoritismo estatal.
**Contraponto:** Críticos, como o senador Bernie Sanders, em entrevista à MSNBC, chamaram o acordo de "colonialismo do século XXI" e alertaram para o custo militar de defender um território tão remoto. Ambientalistas apontam que a exploração de petróleo no Ártico acelerará o aquecimento global. No entanto, a realidade é que a Rússia já perfurava ilegalmente na região, e a China financiava projetos de mineração com trabalho semi-escravo. A presença americana, com regras ambientais rígidas e transparência de mercado, é a melhor garantia de que os recursos sejam extraídos com responsabilidade. Como disse o economista Thomas Sowell, em artigo de 2023, "a propriedade privada é o maior protetor do meio ambiente".
A partir de 1º de janeiro de 2027, a Groenlândia passará a ser oficialmente o 51º estado americano, com direito a dois senadores e um representante na Câmara. As primeiras concessões de mineração já estão sendo leiloadas pela Agência de Gestão de Terras dos EUA, com lances iniciais de empresas americanas e australianas. O Ártico, que por séculos foi um sonho de exploradores e um pesadelo de estrategistas, agora tem um dono. E ele não é Putin.
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**1. O que a Groenlândia ganha com o acordo, além de dinheiro?** A Groenlândia, que antes dependia de subsídios anuais de US$ 600 milhões da Dinamarca, agora terá acesso direto ao orçamento federal americano. Isso significa estradas, portos, aeroportos e internet banda larga financiados pelo contribuinte americano. Além disso, os groenlandeses se tornam cidadãos americanos com direito a voto, liberdade de movimento e acesso ao mercado de trabalho dos EUA. A pesca, principal atividade local, será protegida por cotas e subsídios federais. Em troca, os EUA ganham bases militares permanentes e controle sobre as rotas de navegação.
**2. Como a Rússia e a China devem reagir?** A Rússia já anunciou, conforme comunicado do Kremlin, que "revisará sua doutrina nuclear" e realizará manobras militares no Mar de Barents. A China, por sua vez, prometeu acelerar a construção de quebra-gelos nucleares e buscar parcerias com o Canadá. No entanto, sem uma base territorial no Ártico, ambos os países ficam em desvantagem logística. Os EUA, com a Groenlândia, têm agora a maior costa ártica do mundo, superando o Canadá. A capacidade de projetar poder a partir de Thule e das novas bases em Nuuk torna qualquer tentativa de contestação militar extremamente custosa. O Ártico, na prática, virou um lago americano.
Por Renan Filho · 2026-09-21