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Células socialistas e comunistas orquestram protestos “espontâneos” contra o ICE em Austin

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-21

Documentos internos e publicações em redes sociais revelam que ao menos quatro organizações de esquerda radical coordenaram a logística, o financiamento e a narrativa de manifestações ocorridas em Austin contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). O que a mídia tradicional chamou de “comoção popular” foi, na realidade, uma operação dirigida por grupos abertamente socialistas e comunistas.

Enquanto o governo federal tenta conter a crise na fronteira sul, uma engenharia de manipulação política foi colocada em prática no coração do Texas. Nos dias 15 e 16 de setembro, dezenas de pessoas tomaram as ruas próximas ao centro de detenção do ICE em Austin. Placas pediam o fim das deportações e a abolição da agência. A imprensa progressista apressou-se em classificar os atos como “espontâneos”. Mas a documentação obtida pelo FORTIS NEWS — e corroborada por registros públicos — conta outra história.

A coordenação começou em grupos fechados no Telegram e no Signal, com membros do Partido Socialista dos Trabalhadores (SWP), do Partido Comunista dos EUA (CPUSA), do coletivo Refuse Fascism e da Aliança Nacional de Ativistas Abolicionistas. Em publicação nas redes sociais do dia 10 de setembro, o SWP chamou abertamente para “construir uma onda de resistência contra o ICE”, fornecendo instruções detalhadas sobre deslocamento, alimentação, comunicação com a imprensa e até sugestões de slogans.

Em nota oficial publicada em seu site, o CPUSA declarou que os protestos eram “a resposta orgânica das comunidades oprimidas” — porém, a mesma organização havia distribuído, três dias antes, um manual de “ação direta” em que orientava militantes a “parecerem cidadãos comuns indignados”. A contradição entre o discurso e a prática não escapou aos analistas de segurança.

POR QUE ISSO IMPORTA: A esquerda radical não quer reformar o sistema migratório. Quer destruir a capacidade de enforcement da lei. Ao longo dos últimos anos, o ICE foi um dos poucos órgãos federais que efetivamente cumpriu a lei de imigração. Desmoralizar e desfinanciar a agência é o primeiro passo para uma fronteira aberta de facto, sem necessidade de aprovação legislativa no Congresso.

O movimento pela abolição do ICE é mais antigo e, até 2024, estava em refluxo. A vitória de Donald Trump em novembro daquele ano deu novo fôlego aos ativistas, que passaram a ver em Austin — cidade-santuário autoproclamada — um palco ideal para reacender a chama da resistência. Conforme entrevista à Rádio KUT, o vereador José Velásquez (Partido Democrata) afirmou que “os protestos mostram que Austin não tolera políticas de perseguição”. Entretanto, o mesmo vereador votou, em agosto, por cortar US$ 1,2 milhão do orçamento da polícia local.

ANÁLISE FORTIS: A história se repete: o que começa como “revolta popular” termina como álibi para o desmonte de instituições republicanas. Na Venezuela, os “golpes de calor” espontâneos foram orquestrados por milícias chavistas. Nos EUA, a tática é mais sutil, mas igualmente perigosa. Os grupos envolvidos sabem que o cidadão médio é cético quanto ao financiamento de movimentos radicais. Por isso, constroem uma fachada de indignação — com bandeiras americanas, crianças e famílias — enquanto os verdadeiros organizadores permanecem nos bastidores.

O empreendedorismo político da esquerda radical nunca foi tão evidente. Eles vendem “justiça social” como um produto, mas o preço é pago pelos contribuintes que financiam a segurança pública, pelos imigrantes legais que esperam anos na fila e pelos agentes do ICE que arriscam a vida para aplicar a lei.

CONTRAPONTO: Em declaração à imprensa, a diretora executiva da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) do Texas, Jane Doe, disse que “organizar protestos é liberdade de expressão, e tentar criminalizar a organização política é um ataque autoritário”. A organização, que recebeu mais de US$ 30 milhões do bilionário George Soros entre 2020 e 2025, é parceira frequente dos mesmos grupos que coordenaram os atos. Em 2022, a ACLU processou o governo federal para impedir a deportação de estrangeiros com ordens de remoção.

A diferença entre organização legítima e operação de manipulação é tênue, mas existe. A coordenação de logística, a padronização de discursos, o uso de manuais de “ação direta” e a presença de ativistas treinados em táticas de desobediência civil — vistos nos vídeos dos protestos — indicam que não se trata de um movimento de base, mas de uma campanha profissionalizada e financiada.

Enquanto a lei for aplicada, haverá quem tente sabotá-la. O que o cidadão de bem precisa saber é que a espontaneidade é um mito. Por trás de cada faixa, há um manual. Por trás de cada grito, um financiador. E por trás de cada protesto “orgânico” contra o ICE, células organizadas com um objetivo claro: abolir a lei.

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**1. Os protestos contra o ICE são ilegais?** Não, protestar contra o ICE é legal, desde que ocorra de forma pacífica e sem obstrução de vias públicas ou instalações federais. O que está em questão não é a legalidade dos atos, mas a manipulação da narrativa de “espontaneidade” por grupos organizados que têm como objetivo deslegitimar a aplicação da lei de imigração. A coordenação prévia não torna o protesto ilegal, mas expõe a estratégia de utilizar cidadãos comuns como escudos humanos para uma agenda radical.

**2. Quem financia esses grupos socialistas e comunistas?** Grande parte do financiamento dessas organizações vem de fundações filantrópicas ligadas a doadores bilionários, como a Open Society Foundations de George Soros, além de doações individuais e de sindicatos progressistas. Em 2024, o Partido Comunista dos EUA reportou receitas de aproximadamente US$ 1,8 milhão, enquanto o Partido Socialista dos Trabalhadores arrecadou US$ 600 mil. A Aliança Nacional de Ativistas Abolicionistas não divulga seus doadores, mas é conhecida por receber recursos de entidades ligadas ao financiamento de movimentos antifa e pró-causas radicais.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.