A McDonald’s Corporation anunciou nesta quinta-feira, 19 de setembro de 2026, o retorno temporário dos biscoitos com personagens clássicos do McDonaldland, descontinuados há mais de uma década. A medida, segundo comunicado oficial divulgado no site corporativo, atende a “milhares de pedidos nas redes sociais” e será válida por 90 dias em lojas selecionadas dos Estados Unidos.
Os biscoitos, que estampavam figuras como Birdie (a ave azul), os Fry Kids e o Professor, foram retirados do cardápio em 2012, quando a empresa reformulou sua estratégia de marketing infantil. Na época, a rede optou por focar em personagens licenciados de Hollywood, como os da Disney, abandonando seu próprio universo.
O retorno ocorre após uma campanha orgânica no X (antigo Twitter) que acumulou mais de 2 milhões de menções em agosto. A hashtag #BringBackMcDLandCookies foi impulsionada por influenciadores e consumidores nostálgicos, sem qualquer investimento publicitário da empresa — um exemplo clássico de demanda genuína de mercado.
Por que importa? A decisão do McDonald’s demonstra que, quando o consumidor é livre para escolher, as empresas respondem rapidamente. Não foi necessário lobby, subsídio ou intervenção estatal. Apenas a lógica do lucro alinhada ao desejo do cliente. Em um ambiente regulatório cada vez mais hostil ao setor alimentício — com propostas de taxação de junk food e restrições de marketing infantil —, a empresa provou que a melhor forma de servir o público é ouvi-lo.
Análise FORTIS: A nostalgia não é um sentimento irracional; é um sinal econômico. Cada pedido por um biscoito esquecido representa um dado de mercado que o McDonald’s, como agente racional, decidiu capturar. Enquanto ativistas exigem que o governo controle o que as crianças comem, a empresa oferece uma solução voluntária: um produto que os pais podem escolher comprar ou não. O livre mercado, mais uma vez, mostra sua superioridade em alocar recursos — neste caso, farinha, açúcar e corantes — para satisfazer desejos reais.
Contraponto: Críticos apontam que o retorno de personagens infantis pode incentivar o consumo excessivo de açúcar. A organização Center for Science in the Public Interest (CSPI) emitiu nota classificando a medida como “irresponsável”. Porém, a mesma lógica se aplica a qualquer outro produto: cabe aos pais educar e decidir. O McDonald’s, em comunicado, afirmou que os biscoitos “são uma opção entre muitas” e que a empresa “respeita o poder de escolha das famílias”.
Por Renan Filho · 2026-09-20