A Organização das Nações Unidas, fundada em 1945 como baluarte da paz e da cooperação internacional, transformou-se em um elefante branco burocrático. Para muitos conservadores e liberais americanos, a ONU representa o pior do globalismo: ineficiência, viés anti-Israel e defesa de pautas coletivistas. A jornalista e comentarista Liz Peek, em artigo publicado na Fox News, levanta a questão incômoda: pode Donald Trump, o presidente que prometeu "drenar o pântano", fazer a ONU grande novamente?
A resposta de Peek é cética, mas não pessimista. Ela reconhece que Trump tem o capital político e a ousadia para confrontar a máquina globalista. Em publicação nas redes sociais, Trump já classificou a ONU como "um clube onde as pessoas se reúnem para conversar e se divertir". A diferença, agora, é que ele tem um plano: cortar verbas, exigir reformas e vincular contribuições a resultados.
Por que isso importa? Porque os Estados Unidos são o maior contribuinte financeiro da ONU, arcando com cerca de 22% do orçamento regular e 27% das operações de paz. Em 2025, a administração Trump já sinalizou, conforme nota oficial do Departamento de Estado, que revisará todas as contribuições voluntárias. A lógica é simples: o contribuinte americano não pode financiar uma organização que sistematicamente vota contra os interesses de Israel e dos EUA.
A análise da FORTIS NEWS é direta: o problema não é a ONU em si, mas seu modelo de governança. A organização foi capturada por burocratas e regimes autoritários que usam a Assembleia Geral para aprovar resoluções condenando democracias ocidentais enquanto silenciam sobre crimes cometidos por ditaduras. O Conselho de Direitos Humanos da ONU, por exemplo, tem como membros países como Cuba e Venezuela. Isso é um escárnio.
Liz Peek aponta que Trump pode usar a alavanca orçamentária para impor condicionalidades. Em declaração à imprensa, a ex-embaixadora Nikki Haley defendeu que "cada dólar americano deve ser justificado". Essa é a abordagem correta: transformar a ONU em uma organização de resultados, não de intenções. Se um programa não gera prosperidade, não deve ser financiado.
Contudo, há um contraponto realista. A ONU é uma instituição de 193 membros, e qualquer reforma profunda enfrenta veto de potências como China e Rússia. Esses países veem na ONU um palco para sua propaganda e um freio ao poder americano. Além disso, a própria burocracia da ONU é resistente a mudanças. Em 2024, o secretário-geral António Guterres, em discurso na Assembleia Geral, defendeu "mais multilateralismo", não menos.
A questão central é: Trump pode, sozinho, mudar a cultura da ONU? Provavelmente não. Mas ele pode criar um precedente. Ao cortar financiamento e exigir reformas, ele força a organização a se adaptar ou definhar. O livre mercado ensina que instituições que não entregam valor morrem. A ONU, protegida por tratados e interesses, nunca morrerá de fato, mas pode se tornar irrelevante.
Para o liberalismo americano, a abordagem trumpista é um respiro. Durante o governo Biden, a ONU foi tratada como parceira inquestionável, com aumento de contribuições e alinhamento automático. O resultado foi a aprovação de resoluções antissemitas e a expansão de programas de "justiça climática" que transferem riqueza dos contribuintes americanos para regimes corruptos.
Liz Peek conclui que a chance de Trump "fazer a ONU grande novamente" é remota, mas não impossível. Depende de sua equipe de negociadores, de sua disposição para usar o veto no Conselho de Segurança e de sua capacidade de articular uma coalizão de países que também estão cansados do globalismo. Países como Hungria, Polônia e Argentina, sob Javier Milei, são aliados naturais.
O cenário mais provável, segundo analistas do Heritage Foundation, é uma ONU reformada pela força, não pela vontade. Se Trump cortar 50% do financiamento americano, a organização entrará em crise e será forçada a negociar. Se ele mantiver o financiamento, nada mudará. A escolha é clara.
A FORTIS NEWS acredita que a pergunta de Peek é a certa, mas a resposta exige coragem. Fazer a ONU grande novamente não significa restaurar seu prestígio perdido, mas sim transformá-la em uma instituição que respeite a soberania nacional, promova o comércio livre e pare de perseguir democracias. Esse é o único caminho.
**1. Liz Peek é uma fonte confiável para análise geopolítica?** Sim. Liz Peek é colunista sênior da Fox News e ex-analista de Wall Street. Ela escreve regularmente sobre política externa e economia, com viés conservador e liberal. Seus artigos são referenciados por think tanks como o American Enterprise Institute. A pergunta dela sobre Trump e a ONU reflete um debate legítimo entre conservadores americanos.
**2. Trump realmente tem poder para reformar a ONU unilateralmente?** Não unilateralmente, mas com poder de fogo financeiro. Os EUA contribuem com cerca de US$ 12 bilhões anuais para a ONU (orçamento regular + operações de paz). O presidente pode, por ordem executiva, congelar ou redirecionar contribuições voluntárias. Para cortes no orçamento obrigatório, precisa de aprovação do Congresso. Com maioria republicana nas duas casas, esse cenário é viável.
Por Renan Filho · 2026-09-22