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Opiniao

Jack Osbourne e a Coragem de Criar Cinco Filhos Sem Baba: Uma Licão de Responsabilidade

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-20

Em um mundo onde a terceirização da criação dos filhos se tornou quase obrigatória, Jack Osbourne e sua esposa Aree decidem ir contra a corrente: cinco filhos, nenhuma babá. A escolha deles não é apenas pessoal; é uma declaração política sobre autossuficiência e rejeição à dependência de terceiros.

Jack Osbourne, filho do lendário roqueiro Ozzy Osbourne, revelou em uma entrevista ao podcast 'Unfiltered' que ele e a esposa Aree criam seus cinco filhos sem a ajuda de nenhuma babá. 'Você encontra um ritmo', disse ele, segundo a transcrição publicada pelo site Fox News Digital. A declaração, aparentemente simples, carrega um peso gigantesco em uma cultura que transformou a parentalidade em uma indústria de serviços terceirizados.

O casal tem filhos de idades variadas – Pearl (11 anos), Andy (9 anos), Minnie (7 anos), e os gêmeos de 3 anos. Em vez de contratar uma equipe de babás, como é comum entre celebridades de Hollywood, Osbourne e a esposa optaram por uma rotina de disciplina, trabalho em equipe e planejamento. 'Não é fácil, mas é gratificante. Você simplesmente se adapta', afirmou, conforme o relato do podcast.

Contexto: a indústria do cuidado infantil nos Estados Unidos movimenta bilhões de dólares, com famílias gastando uma média de US$ 1.200 por mês por criança em creches. A decisão dos Osbourne não é apenas financeira; é uma escolha filosófica. Eles poderiam pagar. Eles escolheram não pagar. Isso incomoda profundamente a esquerda progressista, que insiste em que o Estado deve subsidiar creches para 'libertar' as mulheres. Mas aqui temos um casal que mostra que a liberdade real é poder decidir não delegar a educação dos próprios filhos.

Por que isso importa? Porque Jack Osbourne está desafiando um dogma moderno: o de que criar filhos é tão opressivo que precisa ser externalizado. Ele está dizendo, com seu exemplo, que a família pode ser autossuficiente. A narrativa dominante, empurrada por grupos como o National Women's Law Center, prega que sem babás e creches públicas a sociedade colapsa. Mas Osbourne prova que o colapso só acontece quando se acredita nessa dependência.

Análise FORTIS: A escolha dos Osbourne é um caso clássico de aplicação dos princípios do livre mercado à vida familiar. Em vez de contratar serviços, eles investiram em capital humano – o próprio tempo e esforço. Isso reflete uma visão de que a família é a unidade básica de produção e consumo. O Estado, que tenta regular cada aspecto da criação dos filhos (currículos, vacinas, alimentação), não tem lugar aqui. A família Osbourne mostra que a melhor política pública é a ausência dela.

Claro, há o contraponto tão amado pelos coletivistas: 'Isso é privilégio de quem pode'. Argumentam que Jack Osbourne tem dinheiro para ficar em casa, ao contrário da maioria dos pais que precisam trabalhar fora. A crítica é falsa por vários motivos. Primeiro, Ter dinheiro não obriga ninguém a contratar babás; Osbourne escolheu não fazê-lo. Segundo, muitos pais de classe média também criam filhos sem babás, simplesmente porque não podem pagar. O que Osbourne está fazendo é normalizar essa escolha, não elitizá-la. Terceiro, a crítica ignora que a verdadeira 'prisão' moderna é a ideologia que força os pais a delegar a criação dos filhos para o Estado ou para o mercado porque acreditam que não são capazes. Osbourne diz que são capazes.

Segundo o próprio Jack, em declaração reproduzida pelo Daily Mail, 'Nós temos um sistema. Cada um sabe o que fazer. É como uma coreografia'. Essa coreografia é o que deveria ser celebrado: a capacidade das famílias de se organizarem sem interferência externa. O governo Biden, por outro lado, quer expandir o 'Universal Pre-K' e os subsídios para creches, incentivando as mães a trabalharem fora em vez de ficarem com os filhos. A escolha Osbourne é um tapa na cara desse projeto.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.