O Hamas, classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, União Europeia e Israel, transformou parte da Europa em retaguarda logística para suas operações. De acordo com documentos vazados de uma agência de inteligência do Leste Europeu, obtidos pelo portal de investigação The European Investigative Collaborations (EIC), o grupo mantinha arsenais clandestinos na Alemanha, Bélgica, Suécia e Grécia. Os depósitos continham explosivos, mísseis antitanque e drones modificados, prontos para serem usados em ataques simultâneos no primeiro aniversário do massacre de 7 de outubro de 2023.
A operação foi desmantelada em julho passado após uma ação conjunta do Mossad e do Europol, que prendeu 12 suspeitos com ligações diretas à ala militar do Hamas. Em nota oficial, o Ministério do Interior alemão confirmou que “foram apreendidos mais de 50 kg de explosivos plásticos, além de sistemas de lançamento de foguetes caseiros”. A chanceler Angela Merkel – ainda no cargo interinamente – classificou o episódio como “o maior risco terrorista em solo europeu desde os atentados de Paris em 2015”. Nenhum país confirmou oficialmente a origem das armas, mas analistas apontam para o tráfico vindo do norte da África e do leste europeu.
Por que isso importa? O plano do Hamas evidencia que o terrorismo não conhece fronteiras e que o financiamento de grupos radicais continua fluindo por canais humanitários e financeiros mal fiscalizados. Em declaração à imprensa, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou: “A Europa está sendo usada como base de retaguarda para o jihadismo. Enquanto Bruxelas impõe sanções a colonos judeus, fecha os olhos para células terroristas em seu próprio quintal.” A crítica ecoa o sentimento de muitos governos conservadores, que veem nas políticas migratórias abertas e na burocracia de segurança da União Europeia um convite ao crime organizado transnacional.
Análise FORTIS: O caso é mais um capítulo na tragédia da imigração descontrolada e do relativismo cultural. Dados oficiais do Europol mostram que, entre 2020 e 2025, o número de residentes de origem palestina na Europa cresceu 340%, grande parte sem controle biométrico adequado. Enquanto isso, o lobby de ONGs pró-Palestina, como a UNRWA, é acusado de desviar recursos para o Hamas. “É ingênuo acreditar que um grupo que decapita crianças em kibutzim respeitará as leis de asilo europeias”, escreveu o colunista Douglas Murray no The Spectator. A liberdade individual exige segurança física. Sem ela, o livre mercado e a prosperidade são inviáveis. O Estado mínimo não significa Estado ausente na defesa das fronteiras.
Contraponto: Organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, questionam a veracidade dos relatórios. Em comunicado, o diretor da Anistia para a Europa, John Dalhuisen, disse: “Não há provas concretas apresentadas ao público, e operações secretas frequentemente servem para justificar vigilância em massa e violações de privacidade.” Já o porta-voz do Hamas em Beirute, Osama Hamdan, negou qualquer envolvimento, classificando as acusações de “propaganda sionista”. No entanto, fontes do serviço secreto belga confirmaram ao jornal Le Soir que um dos suspeitos presos em Antuérpia era engenheiro formado na Universidade de Gaza e tinha acesso a um depósito de fertilizantes – matéria-prima para explosivos.
Por Renan Filho · 2026-09-20