O Dr. Drew Pinsky, figura icônica no tratamento de dependência química, usou suas redes sociais nesta terça-feira para revelar o que chamou de "bandeira vermelha" no processo de reabilitação de Presley Gerber, modelo de 27 anos e filho da supermodelo Cindy Crawford, cuja morte foi confirmada no último fim de semana. Em um post no Instagram, o médico afirmou que o tratamento oferecido ao jovem priorizou a desintoxicação rápida em detrimento de um acompanhamento psicossocial de longo prazo, uma abordagem que ele considera "receita para o fracasso" em dependentes com histórico de recaídas.
Segundo familiares que falaram com a imprensa sob anonimato, Presley lutava contra o vício em opioides desde os 19 anos e passou por pelo menos cinco clínicas de reabilitação nos Estados Unidos, nenhuma delas com resultados duradouros. Dr. Drew, que não atendeu diretamente Presley, mas analisou o caso a pedido de parentes, destacou que a maioria dessas instituições opera sob protocolos rígidos impostos por seguradoras e agências reguladoras, que limitam o tempo de internação e priorizam terapias padronizadas em vez de planos individualizados.
"O sistema atual trata a dependência como uma infecção que se cura com antibióticos, mas é uma doença crônica que exige manejo contínuo", escreveu o médico. Ele citou o estudo do Instituto Nacional de Abuso de Drogas (NIDA) que mostra que apenas 20% dos pacientes completam programas de reabilitação de 90 dias ou mais, e que a taxa de recaída em 12 meses chega a 85% quando não há suporte pós-tratamento. No caso de Presley, o red flag teria sido a ausência de um plano de contingência para quando ele deixasse a última clínica, há três meses.
A morte de Presley Gerber reacende o debate sobre o modelo americano de tratamento de dependência. Enquanto liberais defendem a redução da burocracia e a expansão de clínicas privadas com liberdade para inovar, setores progressistas pedem mais regulação estatal e controle de preços. A FORTIS NEWS analisa: o mercado de reabilitação nos EUA é um dos mais caros do mundo, com diárias que chegam a US$ 50 mil, mas a qualidade é medíocre porque as seguradoras e o governo federal impõem critérios de cobertura que nivelam por baixo.
Por que isso importa? Porque a história de Presley não é isolada. Celebridades como Demi Lovato e Matthew Perry passaram por ciclos similares de internação e recaída antes de encontrar tratamentos alternativos – Lovato, por exemplo, optou por uma clínica no México sem credenciamento americano, que usava métodos inovadores com resultados positivos. O livre mercado, se não for sufocado por regulamentações, pode oferecer opções mais eficazes, como terapias com psilocibina, acompanhamento remoto e programas de redução de danos – todos combatidos por agências como a DEA.
A análise da FORTIS NEWS aponta que o verdadeiro problema não é a falta de clínicas, mas a ausência de concorrência real e a captura regulatória por grandes redes hospitalares. Dr. Drew, em uma postagem de 2023 no X (antigo Twitter), já criticava as "clínicas de luxo" que vendem conforto em vez de cura, mas alertava que o remédio não é mais controle, e sim mais responsabilidade individual e familiar. No caso de Presley, a família tinha recursos para buscar qualquer tratamento, mas foi induzida a seguir protocolos padronizados.
Contraponto: especialistas ligados à Universidade John Hopkins defendem que o sistema atual, embora imperfeito, protege pacientes de charlatões que prometem curas milagrosas. Eles apontam que a flexibilização das regras poderia abrir espaço para práticas não comprovadas, como aconteceu com a clínica de Matthew Perry, que foi processada por má conduta. No entanto, a FORTIS NEWS argumenta que a liberdade de escolha, com informação transparente e responsabilidade legal, é mais eficaz do que a tutela estatal.
O legado de Presley Gerber, além de sua carreira na moda, será o de um alerta sobre como o sistema de saúde americano trata a dependência química. Dr. Drew, ao expor a bandeira vermelha, não acusa pessoas específicas, mas um modelo que muitas vezes prioriza o lucro de seguradoras e a burocracia sobre a vida do paciente. A morte do modelo deve servir de catalisador para uma discussão honesta sobre reformas que devolvam ao indivíduo e à família o poder de decidir seu tratamento, sem amarras governamentais.
Por Renan Filho · 2026-09-22