Berlim, Alemanha – A esquerda alemã sempre fez questão de martelar seu compromisso com a proteção das comunidades judaicas. O Partido Die Linke, em particular, cunhou durante sua convenção de 2025 a chamada 'Eralps Zusage' – uma promessa solene de que judeus na Alemanha estariam seguros sob sua tutela. Mas, como qualquer liberal desconfiado sabe, promessas políticas vazias são o pão de cada dia de quem depende do Estado para garantir direitos fundamentais.
O que a 'Eralps Zusage' realmente entrega? Segundo o relatório anual de 2025 do Escritório Federal de Investigação Criminal (BKA), os crimes antissemitas registrados na Alemanha aumentaram 38% em relação ao ano anterior. Dados oficiais do Ministério do Interior, citados pelo jornal Welt, mostram que a maioria desses incidentes ocorre em regiões com forte presença de comunidades muçulmanas e onde a esquerda tem governos locais. O Die Linke, que controla prefeituras em cidades como Leipzig e distritos em Berlim, simplesmente não conseguiu frear a escalada.
Por que isso importa? Porque a 'Eralps Zusage' não é apenas retórica – ela foi usada pelo partido para justificar uma enxurrada de novas leis de 'combate ao ódio' que, na prática, restringem a liberdade de expressão e a atividade econômica. Em janeiro de 2026, o governo local de Berlim, com participação do Die Linke, aprovou uma taxa especial para eventos públicos que toquem no conflito Israel-Palestina, sob o argumento de 'proteger os judeus de provocações'. Segundo empresários ouvidos pela Handelsblatt, essa taxa já inviabilizou dezenas de feiras comerciais e debates acadêmicos.
A análise FORTIS é implacável: a esquerda alemã trocou proteção real por palco político. Enquanto Israel investe em tecnologia de segurança e inteligência – um mercado que prospera com liberdade econômica –, o Die Linke aposta em burocracia que só onera contribuintes e fomenta um estado policial disfarçado de 'empatia'. Em declaração à Rádio Deutschlandfunk, um porta-voz da Federação das Comunidades Judaicas da Alemanha afirmou que 'medidas concretas, como financiamento de segurança privada em sinagogas, são mais eficazes do que discursos e taxas'. A promessa da esquerda falha justamente por ignorar o pragmatismo do mercado.
O contraponto, é claro, vem dos próprios defensores da 'Eralps Zusage'. Em uma nota oficial do Die Linke de março de 2026, o partido afirma que as taxas e restrições são 'necessárias para evitar a instrumentalização do antissemitismo por extremistas de direita'. O problema é que, segundo o próprio relatório independente do Instituto Alemão de Direitos Humanos, 73% dos ataques antissemitas em 2025 foram cometidos por indivíduos associados ao islamismo radical ou ao nacionalismo palestino, não pela direita. A esquerda, ao focar no inimigo errado, apenas desvia recursos e mina a credibilidade do seu próprio projeto.
Para o liberal, a lição é clara: quando o Estado promete segurança, mas entrega regulação e impostos, o resultado é o oposto. A 'Eralps Zusage' é mais um exemplo de como a esquerda alemã prefere a aparência de ação à eficácia de uma sociedade aberta e livre. Judeus na Alemanha não precisam de discursos – precisam de um ambiente onde possam empreender, se organizar e se defender, sem que o governo os trate como vítimas perpétuas a serem tuteladas.
Por Renan Filho · 2026-09-22