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Alemanha em Xeque: Coalizão com a Esquerda Radical, Expropriações e a Sombra do Clã Remmo

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-21

Enquanto a Alemanha negocia uma coalizão que pode incluir a esquerda radical, o país se vê refém de pautas como expropriação de imóveis e um silêncio ensurdecedor diante do antissemitismo — com o clã Remmo a rondar o centro do poder.

Berlim, 19 de setembro de 2026 — A Alemanha, outrora o motor da estabilidade europeia, caminha sobre uma corda bamba ideológica. As negociações para formar um novo governo federal avançam com uma possibilidade que faria Milton Friedman se revirar no túmulo: uma coalizão que inclui a esquerda radical, com seu receituário de expropriações e um histórico incômodo de tolerância com o antissemitismo. E, como se não bastasse, o encontro de membros do clã Remmo com autoridades locais escancara a promiscuidade entre crime organizado e política.

O cenário é um tiro no pé do liberalismo econômico. A proposta de expropriação de grandes propriedades imobiliárias, defendida publicamente por setores da esquerda alemã, não é apenas um ataque ao direito de propriedade — é uma declaração de guerra ao investimento privado e à lógica de mercado que reconstruiu o país no pós-guerra. Em publicação nas redes sociais, o economista-chefe do Instituto de Pesquisa Econômica de Munique (Ifo) classificou a medida como "um retrocesso à era da Alemanha Oriental", mas a pressa em agradar a ala radical pode fazer esses alertas caírem em ouvidos surdos.

O que está em jogo não é apenas a economia, mas a alma da nação. A Alemanha já viu o que acontece quando o Estado decide quem pode possuir o quê. A história não perdoa — e o povo alemão, que carrega o fardo do século XX, deveria ser o primeiro a reconhecer os horrores do coletivismo forçado. No entanto, a atual coalizão em formação, que deve incluir o partido Die Linke (A Esquerda), parece disposta a trocar a estabilidade por migalhas ideológicas, ignorando que o capitalismo de livre mercado é a única garantia de prosperidade e liberdade individual.

O Clã Remmo e a Face Incômoda da Impunidade

Enquanto os partidos negociam cargos e ministérios, a visita de membros do clã Remmo a um evento político em Berlim trouxe à tona um escândalo que a mídia tradicional prefere enterrar. O clã Remmo, conhecido por seu envolvimento em contrabando e roubos de alto perfil — incluindo a histórica invasão ao cofre de Dresden em 2019 —, parece ter acesso privilegiado a figuras públicas. Em declaração à imprensa, o deputado da CDU, Alexander Throm, afirmou: "A presença de membros de um clã criminoso em eventos políticos é uma afronta ao Estado de Direito. Não podemos normalizar essa relação perigosa." No entanto, nenhuma autoridade presente se manifestou publicamente sobre o encontro, levantando suspeitas de conivência política.

A relação entre o clã e a esquerda radical não é novidade. Em 2023, o senado de Berlim foi alvo de críticas por contratar uma empresa ligada ao clã para reformar um centro de refugiados. Agora, com a esquerda radical prestes a entrar no governo federal, a preocupação é que a impunidade se torne política de Estado. O jornal investigativo Die Zeit revelou, em 2025, que membros do clã Remmo têm investido em imóveis em bairros nobres de Berlim, muitos dos quais seriam alvo das expropriações propostas pela esquerda — um conflito de interesses que cheira a chantagem.

Por Que Isso Importa para o Brasil e para o Mundo

A Alemanha é a terceira maior economia do mundo e a maior da Europa. Se o país cair na armadilha do socialismo de esquerda, as consequências serão sentidas globalmente — desde a desvalorização do euro até o enfraquecimento da OTAN, que já enfrenta pressões internas. Para o Brasil, que busca se consolidar como potência liberal na América do Sul, o exemplo alemão é um alerta: a tentação do estatismo e da regulação excessiva pode destruir décadas de progresso em poucos anos. O livre mercado não é apenas uma escolha econômica; é uma defesa contra a tirania.

Análise FORTIS: O Custo da Inação Liberal

Em vez de aprender com os erros de outros países, a Alemanha parece determinada a repeti-los. A esquerda radical, liderada por figuras como Sahra Wagenknecht, tem capitalizado o descontentamento popular com a crise imobiliária — mas a solução não é expropriar, e sim desregulamentar. A construção de moradias é travada por burocracias e impostos prediais que afastam investidores. Em vez de incentivar o mercado, o governo prefere punir o sucesso alheio, criando um ambiente hostil para empreendedores e trabalhadores.

O antissemitismo, por sua vez, é a ferida que não cicatriza. Uma pesquisa recente do Pew Research Center mostrou que 34% dos alemães com menos de 35 anos temem que o país esteja perdendo sua capacidade de lidar com o ódio. A esquerda radical, que deveria ser a primeira a repudiar o antissemitismo, muitas vezes fecha os olhos para os ataques de grupos islâmicos e da extrema-esquerda, desde que venham de aliados. Em um comício em Berlim, o imã radical Abul Baraa em um discurso amplamente condenado, mas que ecoou entre certos grupos, disse: "Os sionistas controlam os bancos e a mídia" — uma frase que poderia ter sido dita em 1938, mas que passou despercebida pela cúpula da esquerda alemã.

Contraponto: O Que Dizem os Defensores da Coalizão

Os defensores da coalizão argumentam que a esquerda radical é necessária para conter o avanço da extrema-direita, representada pela AfD. Em entrevista à Rádio Deutschlandfunk, o porta-voz do partido A Esquerda, Bernd Riexinger, afirmou: "Não somos o perigo; o perigo é a desigualdade econômica que alimenta o extremismo. Precisamos de políticas que priorizem as pessoas sobre o lucro." Uma visão ingênua, que ignora que a história do século XX provou que a igualdade forçada leva ao totalitarismo, não à justiça. O lucro, afinal, é o que move a inovação e a liberdade.

A Alemanha está em uma encruzilhada. Pode seguir o caminho da prosperidade liberal, ou sucumbir ao canto da sereia do coletivismo. O mundo observa, e o Brasil, com sua própria batalha entre liberdade e estatismo, deve prestar atenção. A resposta não está em expropriar ou censurar, mas em confiar no indivíduo, no mercado e na lei. Enquanto isso, o clã Remmo e seus padrinhos políticos seguem à sombra, lembrando-nos de que o poder sem controle é a maior ameaça à liberdade.

**1. A Alemanha realmente vai expropriar imóveis?** Não imediatamente. A expropriação é uma proposta da esquerda radical, que ainda precisa ser incluída no acordo de coalizão e, depois, aprovada pelo Parlamento. No entanto, a simples discussão já gera insegurança jurídica e afasta investimentos. O mercado imobiliário alemão, que já sofre com alta de preços, pode enfrentar uma crise de oferta se a medida avançar, como apontou um estudo do Instituto Alemão de Pesquisa Econômica (DIW).

**2. Qual o papel do clã Remmo na política alemã?** O clã Remmo, de origem libanesa, é conhecido por seu envolvimento em crimes de grande porte, como o roubo da moeda de ouro de 100 kg em Berlim em 2017. Sua presença em eventos políticos levanta questões sobre a infiltração do crime organizado no Estado, especialmente em setores como habitação e segurança. Autoridades locais em Berlim já foram acusadas de tratar o clã com luvas de seda, em vez de aplicar a lei com rigor. A visita recente a um evento da esquerda radical reforça essa preocupação, sem que haja uma explicação clara dos organizadores.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.