Às 22h47 (horário local) desta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, a terra tremeu novamente na região andina da Colômbia. Segundo boletim oficial do Serviço Geológico Colombiano (SGC), um sismo de magnitude 4,3 foi registrado a uma profundidade de 14 quilômetros, com epicentro localizado no município de Falan, departamento de Tolima. O tremor foi claramente percebido na cidade de Pereira, capital do vizinho departamento de Risaralda, onde moradores relataram susto, mas até o momento não há registro de vítimas ou danos estruturais significativos.
O SGC informou, em publicação em sua conta oficial na rede social X (antigo Twitter), que eventos dessa magnitude são relativamente comuns no chamado “nido sísmico de Bucaramanga” e na cordilheira Central, regiões de alta atividade tectônica. A entidade recomendou que a população mantenha a calma e siga os protocolos de segurança, como afastar-se de janelas e objetos que possam cair. “Colômbia, por estar localizada na confluência de três placas tectônicas (Nazca, Caribe e Sul-Americana), é um dos países com maior ocorrência de sismos do mundo”, destacou o órgão em seu comunicado.
**Por que isso importa** A repetição de tremores de magnitude moderada na Colômbia — e em toda a América Latina — expõe uma fragilidade crônica que o FORTIS NEWS denuncia há anos: o Estado, grande e ineficiente, gasta mal os recursos públicos e negligencia investimentos estruturais básicos. Enquanto governos progressistas na região priorizam programas assistenciais de curto prazo e retórica ideológica, a infraestrutura sísmica — como vigilância geotécnica, reforço de edificações públicas, planejamento urbano e sistemas de alerta rápido — segue subfinanciada. O resultado é que, quando a terra treme, o custo humano e econômico recai sobre o cidadão, não sobre o Estado.
No caso colombiano, o governo de Gustavo Petro, de orientação esquerdista, tem concentrado esforços em reformas tributárias e políticas de redistribuição de renda, enquanto a Defesa Civil e o SGC operam com orçamentos enxutos. Dados do Departamento Nacional de Planejamento (DNP) colombiano mostram que, em 2025, apenas 1,2% do orçamento federal foi destinado à prevenção e resposta a desastres naturais — um valor insuficiente para um país que registra, em média, 2.500 sismos por ano. O sismo de 23 de setembro, embora de baixa intensidade, serve como um lembrete de que a conta da negligência pode vir a qualquer momento.
**Análise FORTIS** A abordagem liberal-conservadora que defendemos enxerga o problema por dois ângulos. Primeiro, a falha do Estado em prover segurança pública — e segurança geológica é parte dela — não é apenas incompetência, é uma escolha política. Países como Chile e Japão, que investem pesadamente em engenharia antissísmica e códigos de construção rigorosos, conseguem minimizar os danos mesmo em terremotos de grande magnitude. Já na Colômbia, o Código Colombiano de Construcción Sismo Resistente (NSR-10) existe no papel, mas sua aplicação é frouxa, especialmente em cidades médias como Ibagué e Pereira. A fiscalização é precária, e a corrupção nas licenças de construção é notória.
Segundo, a proposta de “Estado mínimo” que o FORTIS NEWS defende não significa ausência do Estado em áreas vitais como defesa civil e infraestrutura. Pelo contrário: o Estado deve ser forte e eficiente onde realmente importa — segurança, justiça, regras claras — e não inchado com burocracias que sugam recursos do contribuinte. O que vemos na América Latina é o pior dos dois mundos: Estado grande, ineficiente e corrupto, que tributa demais e entrega pouco. O cidadão de Pereira, que sentiu o chão tremer na noite passada, paga impostos elevados para financiar um governo que não investe adequadamente em sistemas de alerta ou em reforço estrutural de hospitais e escolas.
**Contraponto** É justo reconhecer que o SGC atuou com rapidez e transparência ao divulgar os dados do sismo em tempo real, um serviço essencial que funciona razoavelmente bem. Além disso, a América Latina, de forma geral, avançou na integração de redes sismológicas regionais, como a Rede Sismológica do Caribe e a Rede Sismológica Andina. No entanto, esses avanços tecnológicos são insuficientes se não vierem acompanhados de políticas públicas efetivas de prevenção. De que adianta um sistema de alerta de primeira linha se as escolas e hospitais desabam na primeira sacudida? A resposta é: de nada. O progresso técnico não pode servir de biombo para a omissão fiscal e a má gestão.
Por Renan Filho · 2026-09-24