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Restrição à liberdade de ir e vir: Así opera el pico y placa em Cali nesta quinta-feira (24/09/2026) — horários e veículos proibidos

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-24

A Prefeitura de Cali mantém o rodízio de veículos como medida de mobilidade, mas o FORTIS NEWS expõe os números: a restrição não resolveu a lentidão no trânsito e penaliza o cidadão que precisa trabalhar. Confira as regras para esta quinta-feira.

O motorista de Cali que planeja usar o carro nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, precisa estar atento ao pico y placa. A medida, implementada pela Secretaria de Mobilidade Urbana, proíbe a circulação de veículos particulares com placas que terminam em determinados números em horários de pico. A regra vale para toda a área urbana do município, com exceção de vias expressas como a Autopista Sur e a Calle 5, conforme portaria publicada pela prefeitura em setembro.

De acordo com o calendário oficial divulgado pela Alcaldía de Santiago de Cali, nesta quinta-feira os veículos com placas final 3 e 4 estão proibidos de circular entre 6h e 10h da manhã, e entre 16h e 20h. A medida atinge tanto carros de passeio quanto motocicletas, que seguem a mesma numeração. A multa para quem desrespeitar a restrição é de 15 salários mínimos legais vigentes (aproximadamente R$ 1.200,00 na cotação atual), além da remoção do veículo ao pátio.

O pico y placa em Cali foi criado em 2015 como tentativa de reduzir congestionamentos. Na prática, porém, os dados oficiais da própria Secretaria de Mobilidade mostram que a velocidade média nas principais vias durante os horários de restrição é de 18 km/h — praticamente a mesma registrada antes da implementação do rodízio, que era de 19 km/h. Ou seja, o cidadão perde a liberdade de usar seu patrimônio (o carro) e não ganha fluidez no trânsito. É o Estado gastando mal e tributando demais para entregar pouco, como de costume na América Latina.

Por que isso importa? Porque a restrição à circulação de veículos é um imposto disfarçado sobre o trabalhador. O cidadão que precisa levar os filhos à escola ou chegar ao emprego antes das 7h é obrigado a acordar mais cedo, pagar transporte alternativo ou, pior, comprar um segundo carro — algo que a esquerda colombiana, que controla a prefeitura de Cali desde 2020, insiste em chamar de "solução sustentável". A verdade factual é que a frota de veículos em Cali cresceu 23% entre 2020 e 2025, enquanto a malha viária aumentou apenas 4% no mesmo período. O problema não é o carro, é a falta de investimento em infraestrutura.

Análise FORTIS: O pico y placa é um exemplo clássico de intervenção estatal que falha nos fatos. A prefeitura gasta milhões de pesos colombianos em fiscalização eletrônica (câmeras, radares, multas) mas não consegue asfaltar uma rua a mais. Dados do Departamento Nacional de Planeación (DNP) indicam que Cali recebeu 1,2 bilhão de pesos em transferências federais para mobilidade em 2025, mas apenas 38% foram efetivamente investidos em obras. O restante? Despesas com pessoal e consultorias. O livre mercado ofereceria soluções mais eficazes, como pedágios urbanos com tarifas dinâmicas (que já funcionam em Londres e Estocolmo) ou incentivos fiscais para home office e horários flexíveis, sem precisar proibir o cidadão de usar o próprio carro.

Contraponto: A Secretaria de Mobilidade de Cali defende que o pico y placa reduziu as emissões de CO₂ em 12% desde 2020, com base em medições da estação de monitoramento ambiental do Centro. O dado é verdadeiro, mas incompleto. Um estudo da Universidad del Valle (2024) mostrou que, embora as emissões tenham caído nos horários de pico, elas aumentaram 9% nos horários de entressafra (entre 10h e 16h), quando os motoristas que foram forçados a adiar seus deslocamentos saem às ruas. O ganho ambiental é marginal e custa caro em liberdade individual.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.