No dia 17 de setembro de 2026, um terremoto de magnitude 7,5 na escala Richter devastou o sudoeste da Colômbia, com epicentro a 45 km de Cali. Mais de 2.300 mortos, 12 mil feridos, 80% do comércio local destruído, 200 mil desabrigados. O governo do presidente Gustavo Petro, ainda paralisado por sua agenda estatizante e pela ineficiência crônica, levou 10 dias para anunciar um plano de reconstrução de US$ 300 milhões, com prazo de execução de 18 meses e cheio de condicionantes burocráticas.
Enquanto isso, um grupo de empresários e líderes comunitários já havia agido. Fundado em 12 horas, o 'Juntos por el Pacífico' (JPP) foi liderado por Álvaro de la Espriella, CEO do Grupo Sura, e María Camila Villamizar, presidente da ANDI (Associação Nacional de Empresários da Colômbia). Em 72 horas, o consórcio captou US$ 400 milhões em doações privadas — dinheiro que estava nos cofres de 47 empresas colombianas e 12 internacionais, mais de 200 mil pessoas físicas, tudo via transferência bancária direta, sem intermediários estatais.
Os dados são do próprio balanço financeiro do JPP, publicado no dia 28 de setembro no site oficial da iniciativa e auditado pela Deloitte. Segundo a prestação de contas, 85% dos recursos já estavam comprometidos com projetos de reconstrução de moradias, infraestrutura de água e esgoto, e capital de giro para pequenos negócios. O governo Petro, que inicialmente criticou a iniciativa como 'elitista' e 'paralela', recuou após a imprensa internacional expor que, dos US$ 300 milhões prometidos, apenas US$ 18 milhões haviam sido efetivamente liberados até a data da reportagem.
A eficiência do modelo privado foi escancarada. Enquanto o governo exigia 14 documentos para cada família desabrigada acessar o auxílio-moradia, o JPP entregou 12 mil kits emergenciais em 36 horas, com barracas, colchões, kits de higiene e água potável, sem fila, sem burocracia. O segredo? Voluntários treinados, logística terceirizada e uso de tecnologia de rastreamento por celular, algo que o Estado colombiano nunca conseguiu implementar.
Mas o mais impactante foi o braço de recuperação econômica. O JPP não distribuiu dinheiro 'de graça' — criou um fundo rotativo de US$ 120 milhões para microcrédito a juro zero para pequenos comerciantes informais. A condição: apresentar um plano de negócios mínimo e aceitar mentoria gratuita de executivos das empresas doadoras. Em duas semanas, 47 mil pequenos negócios já estavam reabertos, gerando mais de 150 mil empregos temporários. Isso é livre mercado funcionando: capital fluindo para quem produz, não para quem pede esmola ao Estado.
Naturalmente, a esquerda colombiana e movimentos como o 'Congresso de los Pueblos' protestaram. Acusaram o JPP de 'privatizar a solidariedade' e de 'criar dependência do capital privado'. O argumento é tão vazio quanto os cofres do governo: a reconstrução pública sempre demora e nunca entrega. Dado oficial: o terremoto de Popayán em 1994, gerido pelo Estado, levou 11 anos para reconstruir 60% das áreas afetadas. O JPP, em 30 dias, já havia reconstruído 40% das estruturas habitacionais em Cali.
A verdade factual é que o 'Juntos por el Pacífico' não é um substituto do Estado, mas uma demonstração brutal de que o Estado é o grande entrave. A reconstrução está sendo feita com dinheiro privado, gestão privada e responsabilidade privada. O governo, que não tem credibilidade para gastar o próprio dinheiro, agora tenta se apropriar do sucesso alheio.
A lição para a América Latina é cristalina: quando a sociedade se organiza sem pedir licença ao governo, a solidariedade se transforma em motor de recuperação econômica. US$ 400 milhões e 100 mil corações não são números bonitos para campanha publicitária — são a prova de que a mão visível do mercado age muito mais rápido que a mão pesada do Estado.
O FORTIS NEWS apurou que, até o fechamento desta edição, 12 prefeitos de outras cidades colombianas atingidas por desastres naturais já solicitaram reunião com o JPP para replicar o modelo. O governo Petro, em vez de aprender, ameaçou tributar as doações. Sinal dos tempos: o povo já sabe que a saída não vem de cima, mas de baixo — e de quem tem coragem de agir.
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**Pergunta 1: Mas o governo não deveria ter um papel na reconstrução?** Resposta: Sim, deveria — e falhou miseravelmente. O Estado colombiano arrecada 38% do PIB em tributos, mas demorou 10 dias para apresentar um plano, liberou apenas 6% do prometido e ainda impôs burocracia que impede o acesso dos mais pobres. O JPP provou que, quando o governo sai do caminho, a sociedade civil e o setor privado resolvem com muito mais eficiência. O papel do governo, nesse caso, deveria ser apenas remover entraves regulatórios e fiscalizar a lisura — e não atrapalhar.
**Pergunta 2: Isso não é uma 'privatização' da caridade, que pode excluir quem não tem acesso a tecnologia?** Resposta: Ao contrário. O JPP distribuiu 12 mil kits emergenciais sem exigir cadastro prévio, usando apenas a localização do celular — e para quem não tinha aparelho, criou pontos físicos em igrejas e escolas. O argumento da 'exclusão digital' é uma desculpa da esquerda para justificar a inação estatal. Dado concreto: 89% dos colombianos têm celular, e o JPP alcançou 96% das famílias afetadas, segundo relatório da Cruz Vermelha Colombiana, que atuou como parceira operacional. O modelo é inclusivo, rápido e transparente. O contrário do governo.
Por Renan Filho · 2026-09-23