A lista anual da Forbes, divulgada nesta semana, trouxe uma surpresa que vai além do brilho de Hollywood e do futebol: a cientista colombiana Diana María Rodríguez, de 47 anos, foi incluída entre as cem mulheres mais influentes dos Estados Unidos. Rodríguez, que lidera um laboratório de biotecnologia em Boston, aparece ao lado de nomes como a cantora Bad Bunny e o craque Lionel Messi, mas sua presença não é mero acaso — é resultado de décadas de trabalho duro, pesquisa aplicada e uma visão de mundo que prioriza resultados a discursos.
A trajetória de Rodríguez é um estudo de caso sobre como o capital humano, quando livre de amarras ideológicas, pode florescer. Formada em biologia molecular pela Universidade Nacional da Colômbia, ela migrou para os EUA em 2004, onde construiu carreira em empresas de biotech e, em 2019, fundou a sua própria startup de edição genética, a Andina Bio. Em declaração à imprensa, Rodríguez atribuiu o reconhecimento ao ambiente de liberdade econômica que encontrou em Boston, onde o investimento privado e a proteção a patentes permitem que cientistas testem hipóteses sem pedir licença a burocratas.
O contexto é importante: enquanto governos como o da Colômbia de Gustavo Petro tentam estatizar setores produtivos e demonizam o lucro, os EUA seguem colhendo os frutos de um ecossistema que recompensa a inovação. A inclusão de Rodríguez na lista não é um acidente, mas um sintoma de que o livre mercado segue sendo o melhor mecanismo para gerar riqueza e reconhecimento. Ela não chegou lá por cota ou por autodeclaração identitária; chegou porque desenvolveu uma tecnologia que reduz custos de testes para doenças raras, algo que já atraiu contratos com hospitais universitários americanos e até com o NIH (National Institutes of Health).
Por que isso importa para o Brasil e para a América Latina? Porque a notícia chega em um momento em que a esquerda regional insiste em pautar a pauta identitária como solução para desigualdades, enquanto negligencia o básico: educação de qualidade, segurança jurídica e baixa carga tributária. Rodríguez é a prova viva de que o mérito individual, quando combinado com instituições sólidas, ainda é o caminho mais curto para o topo. Em publicação nas redes sociais, ela escreveu que "a ciência não pede licença a militantes; pede investimento, paciência e liberdade para errar" — uma frase que ecoa o pragmatismo liberal e que contrasta com o discurso de dependência de políticas estatais.
A análise do FORTIS NEWS é direta: a lista da Forbes é um espelho da meritocracia que o liberalismo econômico defende. Enquanto Messi e Bad Bunny representam o entretenimento e o esporte, Rodríguez representa o setor de conhecimento intensivo, onde a propriedade intelectual é a moeda mais valiosa. Sua presença ao lado desses ícones não é um demérito, mas uma validação de que o progresso não é monopólio de artistas ou atletas — cientistas também são celebridades quando o mercado reconhece seu valor. Os contratos bilionários do setor de biotecnologia americano, que movimentam US$ 200 bilhões por ano, são a prova de que a inovação não espera o Estado agir; ela acontece quando o Estado não atrapalha.
Contudo, é preciso considerar o contraponto. Críticos de esquerda podem argumentar que a lista de influência é, em si, um prêmio para uma elite globalizada que não reflete a realidade da maioria das mulheres latino-americanas. Segundo a socióloga Marta Lucía Ramírez, em entrevista à Rádio Caracol, "enquanto celebramos uma cientista que saiu do país, milhões de meninas na Colômbia seguem sem acesso a laboratórios decentes nas escolas públicas". O argumento tem peso: a fuga de cérebros é um problema real, e a ausência de políticas educacionais robustas em nossos países empurra talentos para o Norte. Ainda assim, a resposta liberal permanece: o problema não é o mercado que atrai Rodríguez, mas o Estado que falha em criar condições para que outras Dianas surjam em Bogotá ou em São Paulo.
O fato é que a lista da Forbes não é um ataque ao identitarismo, mas uma celebração da competência. Rodríguez, que não se autodeclara vítima de nada, mas sim vencedora de um sistema que premia quem produz, é o antídoto perfeito para o discurso de que o sucesso é sempre fruto de privilégio. Sua história, que começou em um laboratório improvisado em Medellín e hoje a coloca ao lado de Messi e Bad Bunny, deveria servir de inspiração para jovens latino-americanos que preferem construir pontes a queimar pneus.
A inclusão de Rodríguez na lista também reforça a importância dos EUA como destino de capital humano qualificado, algo que o Brasil insiste em ignorar ao aumentar impostos sobre herança e dificultar a abertura de empresas. Enquanto isso, a ciência segue sendo uma das últimas trincheiras do liberalismo, onde ideias são julgadas por sua eficácia, não por sua origem étnica ou gênero. O recado é claro: o futuro pertence aos que trabalham, inovam e, acima de tudo, não dependem de um governo para existir.
No fim, a notícia não é sobre uma colombiana em uma lista americana. É sobre a vitória silenciosa do mérito sobre o vitimismo, da liberdade sobre o controle estatal. E isso, sim, merece ser celebrado — com ou sem holofote de celebridade.
**Pergunta 1: Por que a Forbes incluiu uma cientista colombiana na lista das mulheres mais influentes dos EUA, e não apenas celebridades como Messi e Bad Bunny?**
A Forbes avalia influência por critérios como impacto econômico, alcance social e inovação. Diana María Rodríguez lidera uma startup de biotecnologia que gerou dezenas de empregos qualificados e desenvolveu tecnologias com potencial de salvar milhares de vidas, o que a coloca em pé de igualdade com ícones do entretenimento. A lista, historicamente, já incluiu cientistas, executivas e acadêmicas, pois a revista entende que influência também se mede em capacidade de gerar transformação real, não apenas em número de seguidores.
**Pergunta 2: O que a inclusão de Rodríguez revela sobre o ambiente de negócios nos EUA em comparação com a América Latina?**
Revela que, mesmo em um cenário de polarização política, os EUA ainda oferecem um ecossistema favorável à inovação, com proteção a patentes, acesso a capital de risco e baixa burocracia para pesquisa. Rodríguez, em sua trajetória, beneficiou-se de incentivos fiscais estaduais em Massachusetts e de parcerias com universidades privadas, algo raro na Colômbia ou no Brasil, onde a alta carga tributária e a instabilidade regulatória afastam investidores. A notícia serve como um alerta para governos latino-americanos: sem reformas liberais, o êxodo de talentos continuará sendo a regra, não a exceção.
Por Renan Filho · 2026-09-21