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Um campesino de 76 anos morreu na manhã de segunda-feira (27) após ser atacado por um dos porcos que criava em sua pequena propriedade na zona rural de Mariquita, município do departamento de Tolima, na Colômbia. O corpo do idoso foi encontrado por vizinhos que, ao notarem sua ausência em atividades diárias, resolveram verificar o local. As autoridades locais foram acionadas e confirmaram que a causa da morte foi hemorragia decorrente de múltiplas mordidas, principalmente nas pernas e nos braços. O animal responsável pelo ataque foi isolado e, segundo a polícia ambiental, será sacrificado para exames.
**Contexto**
Mariquita é uma cidade histórica da região cafeeira colombiana, conhecida por sua produção de café, cacau e frutas tropicais, mas também por abrigar pequenas criações de suínos como complemento de renda familiar. De acordo com registros da Secretaria de Agricultura de Tolima, a suinocultura doméstica representa cerca de 15% da produção de carne suína do departamento, embora careça de fiscalização sanitária rígida.
O ataque ocorreu na propriedade chamada "El Retiro", onde o campesino vivia sozinho desde a morte da esposa, há três anos. Vizinhos relataram que o idoso era cauteloso com os animais, mas que um dos porcos — um macho adulto de aproximadamente 120 kg — vinha apresentando comportamento agressivo nas últimas semanas. Ataques de porcos a humanos, embora raros, são documentados na literatura veterinária, especialmente quando os animais são manejados de forma inadequada ou quando há presença de fêmeas no cio.
A Polícia Nacional da Colômbia, por meio do Comando de Departamental de Tolima, confirmou o ocorrido e informou que o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal de Ibagué, capital do departamento, para necropsia. A Prefeitura de Mariquita decretou luto oficial de três dias.
**Análise**
O incidente expõe uma realidade pouco discutida na economia rural colombiana: a vulnerabilidade de pequenos produtores idosos que vivem isolados e dependem de atividades pecuárias de subsistência. Dados da Federação Nacional de Suinocultores (FEPORCICOL) indicam que 40% dos criadores de suínos na Colômbia têm mais de 65 anos e trabalham sem assistência técnica regular. A falta de treinamento para manejo seguro de animais de grande porte, como porcos adultos, aumenta o risco de acidentes fatais.
Do ponto de vista econômico, a morte de um trabalhador rural representa perda de capital humano e de conhecimento local, além de impactar a produção futura da propriedade. Em Mariquita, onde a agricultura familiar responde por 70% do abastecimento de alimentos do mercado municipal, a saída de um produtor pode pressionar os preços de hortaliças e carnes. Especialistas ouvidos por veículos regionais alertam que, sem políticas públicas de suporte à sucessão rural e de segurança no trabalho, tragédias como essa tendem a se repetir.
**Fontes**
As informações foram obtidas por meio de relatos oficiais da Polícia Nacional da Colômbia (Ponal), comunicado da Prefeitura de Mariquita, dados da Secretaria de Agricultura de Tolima e análise de contexto baseada em reportagens do jornal colombiano *El Tiempo* e do portal *La FM*. Não foram utilizadas entrevistas diretas ou declarações atribuídas a fontes não verificadas. A identificação do campesino foi omitida por respeito à privacidade da família, conforme prática jornalística ética.
Por Renan Filho · 2026-09-28