Na madrugada desta terça-feira, 22 de setembro, a cidade de Santa Marta, no departamento de Magdalena, foi palco de uma operação coordenada do grupo criminoso conhecido como ACSN. Homens armados dispararam contra pelo menos seis estabelecimentos comerciais, incluindo padarias, farmácias e um supermercado, e também alvejaram dois ônibus do transporte público municipal. Segundo nota oficial da Prefeitura de Santa Marta, os ataques ocorreram entre 2h e 4h da manhã, sem deixar feridos, mas com danos materiais significativos.
A ACSN, cuja sigla remete a uma dissidência das extintas FARC que atua na região da Sierra Nevada, já vinha ameaçando comerciantes locais há semanas. Em publicação nas redes sociais, o grupo havia ordenado o fechamento total do comércio e a paralisação do transporte público como forma de pressionar o governo colombiano a retomar negociações de paz. A prefeitura confirmou que a maioria dos lojistas permaneceu com as portas fechadas durante toda a manhã, e o sistema de transporte só voltou a operar parcialmente ao meio-dia, sob escolta policial.
O ataque expõe a fragilidade do controle territorial do Estado colombiano em uma das principais cidades turísticas do país. Santa Marta, que recebe milhares de visitantes por ano e abriga um porto estratégico para o comércio exterior, viu sua economia ser refém de um grupo armado que age com impunidade. Conforme relatório da Polícia Metropolitana de Santa Marta, a ACSN conta com cerca de 200 homens armados e financia suas operações por meio de extorsão a comerciantes e tráfico de drogas. Apenas em 2026, já foram registrados 47 casos de cobrança de vacina (extorsão) contra empresários locais.
Por que isso importa? A paralisação forçada do comércio e do transporte público não é apenas um episódio de violência: é um ataque direto ao direito de propriedade e à liberdade de empreender. Quando o Estado falha em proteger os cidadãos e seus negócios, quem paga a conta são os pequenos empresários, os motoristas de ônibus e os trabalhadores informais que dependem do fluxo diário da cidade. Em declaração à imprensa, o presidente da Câmara de Comércio de Santa Marta, Carlos Murgas, afirmou que as perdas estimadas com o fechamento de um único dia chegam a 1,2 bilhão de pesos colombianos (cerca de 1,2 milhão de reais).
A análise do FORTIS NEWS é direta: o ataque da ACSN é a consequência lógica de uma política de segurança pública que troca a força da lei por acordos espúrios. O governo do presidente Gustavo Petro, desde 2022, adotou a chamada
Por Renan Filho · 2026-09-22