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Mortes de crianças em Queensland atingem maior nível em cinco anos

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-26

Relatório do Conselho de Revisão de Mortes de Crianças revela aumento alarmante de 33 mortes por abuso ou negligência em 2023-24. Dados expõem falhas no sistema de proteção infantil e reacendem debate sobre o papel do Estado versus responsabilidade familiar.

As mortes de crianças em Queensland, Austrália, alcançaram o patamar mais alto dos últimos cinco anos, segundo o relatório anual do Conselho de Revisão de Mortes de Crianças (Child Death Review Board) divulgado nesta semana. O documento registrou 33 óbitos de crianças com até 17 anos decorrentes de abuso ou negligência entre julho de 2023 e junho de 2024, número 22% superior à média dos cinco anos anteriores. Os casos incluem bebês e adolescentes vítimas de violência doméstica, falta de supervisão e condições extremas de pobreza.

O relatório aponta que 70% das vítimas tinham menos de cinco anos de idade, e a maioria das tragédias ocorreu dentro do próprio ambiente familiar. As causas mais frequentes foram traumatismo craniano fatal, afogamento doméstico e desnutrição severa. Dados do Departamento de Crianças, Justiça Juvenil e Assuntos Multiculturais de Queensland indicam que, em 84% dos casos, a família já era conhecida dos serviços de proteção à criança, mas intervenções preventivas não foram suficientes para evitar o desfecho letal.

O contexto revela um sistema sobrecarregado. O número de denúncias de maus-tratos infantis em Queensland saltou de 78.000 em 2019 para mais de 120.000 em 2023, segundo o Australian Institute of Health and Welfare. A força de trabalho de assistentes sociais encolheu 15% no mesmo período, e a taxa de rotatividade chega a 40% ao ano, conforme sindicato dos servidores públicos estaduais. Entrevistas com funcionários coletadas pelo Queensland Family and Child Commission mostram que muitos casos de alto risco são rebaixados a prioritários por falta de pessoal.

Análise FORTIS: O aumento das mortes infantis em Queensland não é apenas uma tragédia humana, mas um sintoma de um modelo de assistência que falha ao substituir a responsabilidade primária da família. A abordagem estadista, que amplia o escopo do governo para todos os aspectos da vida doméstica, acaba criando uma dependência institucional e diluindo o papel dos pais. Liberal-conservadores defendem que a segurança infantil começa com famílias fortes e autônomas, apoiadas por redes comunitárias voluntárias, e não por burocracias impessoais. Programas de transferência de renda e visitas domiciliares obrigatórias não substituem o vínculo familiar; sem reformas que incentivem a responsabilidade parental e reduzam a interferência estatal na vida privada, o ciclo de negligência tende a se perpetuar. O foco deve estar na preservação da família — com políticas que fortaleçam o emprego, a educação parental e o acesso a serviços de saúde sem a mediação de um Estado inchado.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.