A família de um jovem de 27 anos, residente em Melbourne, Austrália, vive dias de desespero após o filho desaparecer durante uma trilha nos Andes peruanos. Joshua Riibe, engenheiro civil, partiu para o Peru no início de setembro de 2026 com o objetivo de percorrer a famosa rota de Salkantay, rumo a Machu Picchu. No dia 18 de setembro, ele enviou uma última mensagem à mãe, informando que iniciaria a caminhada sozinho. Desde então, nenhum contato foi estabelecido.
O governo australiano, por meio do Departamento de Relações Exteriores e Comércio (DFAT), afirmou estar prestando assistência consular à família, mas as buscas locais são conduzidas por autoridades peruanas que, segundo relatos, carecem de recursos e coordenação. A mãe de Joshua, Sarah Riibe, declarou à emissora australiana 9News: 'Estamos implorando por mais ação. Eles dizem que estão procurando, mas não vemos resultados'. O DFAT, em nota, limitou-se a dizer que 'oferece apoio consular a um australiano desaparecido no Peru', sem detalhar esforços concretos.
O Peru é um dos destinos mais procurados por aventureiros, especialmente para trilhas como a de Salkantay e a Inca Trail. Contudo, a infraestrutura de segurança e resgate em áreas remotas é extremamente precária. Em 2023, pelo menos 14 turistas estrangeiros desapareceram no país, e muitos casos permanecem sem solução. A falta de um sistema privado de resgate eficiente, combinada com a burocracia estatal peruana, transforma cada incidente em um drama prolongado.
Do ponto de vista liberal-conservador, este caso expõe duas falhas sistêmicas: a ineficiência do Estado peruano em garantir a segurança de turistas e a dependência de um governo australiano que, sob o manto da 'assistência consular', muitas vezes se exime de responsabilidades diretas. Na visão do FORTIS, a solução não está em expandir o aparato estatal, mas em permitir que o mercado ofereça serviços de segurança e resgate. Empresas privadas de seguros de viagem, como a World Nomads e a SafetyWing, já cobrem evacuações de emergência, mas o governo peruano frequentemente dificulta a atuação dessas empresas, exigindo autorizações e taxas que atrasam o resgate.
Além disso, a narrativa dominante nos meios de comunicação progressistas costuma romantizar o 'ecoturismo de mochilão', minimizando os riscos reais. O FORTIS defende que cada indivíduo é responsável por sua segurança, mas também que o Estado deve remover barreiras regulatórias que impedem a rápida atuação de serviços privados. Enquanto isso, famílias como a de Joshua dependem da boa vontade de voluntários e da pressão da mídia para obter resultados.
Por Renan Filho · 2026-09-26